quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Amigos - melhor tê-los do que perdê-los

Ontem, assisti um filme chamado Mulheres... Sexo Forte e achei muito interessante a temática em si do filme. Quatro mulheres, quatro amigas, sendo uma solteira de meia idade que só pensa em manter o emprego dos sonhos e por isso abre mão de filhos, namoros, chegando ao ponto de trair a confiança da amiga para garantir seu lugar no trabalho e, claro, fica sem o emprego, mas ganha o perdão da amiga porque amigos perdoam. A outra, de tanta desilusão com os homens passa para o lado de lá e se assume lésbica. A terceira parece daquelas que vive em um mundo que não existe. Mãe de quatro crianças (escadinha), começa o filme engravidando da quinta porque quer tentar um menino. Estilo "sempre cabe mais um". E a última, a artista principal, casada com uma personalidade importante do mundo financeiro de NY, podre de rica, desenha roupas para a loja do pai, dessas lojas que não dão lucro, mas que é o que ela gosta de fazer. Ao mesmo tempo mesmo sendo esposa de milionário, não tem uma brecha para ir na manicure ou dar um jeito no cabelo, anda com roupas que parecem ser compradas em mercado das pulgas e com direito a galochas de borracha, porque ela é quem planta as alfaces que come, ela que coloca o piso do banheiro quando tem reforma, essas coisas que só as mulheres americanas fazem porque são super-mulheres. Um dia, ela vai à manicure, na SACS da Quinta Avenida (não sei por que ela não faz as próprias unhas e corta o próprio cabelo, já que é a Mulher Maravilha, mas, enfim, já que é pra outras fazerem, vamos logo na SACS e não no salão de beleza da esquina...) e descobre pela profissional fofoqueira que o marido a traía com a moça que vende perfumes na mesma loja. E o filme se desenrola. O final é muito bom e bem ao estilo americano de dar tudo certo para todo mundo. 

A filha da ricaça, que faz tudo em casa, não tem tempo de conversar com a mãe que está sempre ocupada. Por isso, adivinha com quem ela tira suas dúvidas sobre tudo? Com a amiga da mãe que não quer filhos porque não pode perder o emprego, nunca se casou e nunca soube como lidar com crianças além de nunca ter tido uma relação sólida para saber as venturas e desventuras de uma vida amorosa. A menina não come, mas fuma escondido porque o cigarro tira a fome e emagrece. Não preciso dizer que a menina era magra quase esquálida! Mas, ela segue os rígidos padrões ditados pela moda: todo ser humano feminino tem que ter medidas de modelo, isto é, tem que se vestir usando uma roupa de uma única listra. Se usar duas listras, está gorda! Tem uma cena onde, num almoço, uma modelo, faminta, está num mal humor terrível e sua namorada, a amiga lésbica, justifica dizendo ser fome. De repente, elas procuram a Natasha (toda modelo tem que ser Natasha?!) e esta aparece comendo, disfarçadamente, uma folha de guardanapo com um copo d'água. Trágico se não fosse cômico, mas é isso que acontece. Bom, numa resumida básica, a ricaça resolve colocar o marido para fora, mas seguindo conselhos da mãe, que dá a entender que toda mulher é chifruda de nascença, começa a fazer ciúmes para o marido com o objetivo tê-lo de volta porque "as amantes, seja lá quantas forem e vadias por natureza, passam e a família sempre prevalece"! A filha resolve mudar o visual, dá lição na fofoqueira que, por sua vez, conta tudo para a amante - fofoca é uma minhoca que se torna uma anaconda e devora, consome e mata - e dá seus primeiros passos rumo ao estrelato como estilista consagrada. E todas, inseparáveis, com todas as traições, conflitos, falta de diálogos, participam do parto do menino tão sonhado (sendo hilária a reação da amiga homossexual ao ver um o bebê nascer!).

Em seguida, eu vi o filme Sex and the City onde, quatro amigas inseparáveis, dão todo o apoio à personagem principal, Carrie, que foi deixada no altar pelo seu grande amor, o Big. O apoio foi tão grande que elas vão para a lua de mel com a Carrie e tentam, de todas as formas, fazê-la voltar para à vida. E entre trapalhadas, cenas divertidas da Samantha, a dúvida se reatar o casamento ou não de Miranda e a gravidez tão sonhada de Charlotte, o filme se desenrola, a vida segue, o amor acontece e o principal, a amizade é o ponto de apoio de quatro pessoas que passam por tudo, juntas, graças ao companheirismo, à cumplicidade, ao amor que cada uma sente pela outra. 

Não me lembro em qual dos filmes ouvi uma frase que me marcou muito. A frase era mais ou menos assim: "Estou com medo de estar vivendo a Síndrome do Membro Fantasma. Você perde um pedaço importante do seu corpo, mas sente como se ele, ainda, estivesse lá."

Em ambos os filmes um homem teve o poder de acabar com uma relação e fazer com que a mulher que lhe dedicava não só amor, mas os seus melhores momentos, sentimentos, pensamentos, sonhos e como se não bastasse, continuava ali, fosse na traição que não cura a dor da ferida, na falta de caráter de dizer, pessoalmente, que tinha medo de compromisso, na mágoa que ambos causaram com direito à dor, a perda de auto-estima, de achar que uma parte de si tinha sido arrancada, menos a maldita memória e lembrança... E, seja em qual for o filme que essa frase foi dita, graças a amizades sólidas, a heroína principal saiu do outro lado.

Eu recomendo os dois filmes se vocês quiserem rir, pensar, mas principalmente, se desejarem saber como a vida muda e como fazer para tomar as rédeas desse trem desgovernado que ela se torna. Claro que não são filmes cheios de questionamentos psicológicos, muito menos de auto-ajuda. Eu diria que são filmes gostosinhos que, nas suas comicidades e cotidianos fantasiosos, pelo menos, fazem a gente ver que essas coisas são normais, estão aí sendo retratadas com doses de humor e que o que nos salva, no frigir dos ovos, são as nossas amizades, aquelas que se dedicam a nós! Não importa o que possam pensar os outros, os verdadeiros amigos largam tudo para nos ajudar a sair do buraco. Os amigos têm sempre um espaço em suas vidas e agendas lotadas para nos resgatarem, nos consolarem e nos mostrarem o quanto somos importantes para elas e para nós mesmos. Quem tem amigos, deve saber conservá-los. Quem tem amigos, deve sempre pensar em não magoá-los porque a vida é efêmera, as relações mudam, acabam, são traídas, voltam ao zero para serem recomeçadas... E o que fica, depois de um turbilhão, são os amigos de verdade.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Cinquentinha... Com corpinho de cinquentinha!!!

É... Estou chegando perto de comemorar uma data histórica: Cinquenta anos! São cinquenta anos de aprendizado, tombos, ralação, mas também de muita alegria e conquistas.

Claro que nunca foi fácil. Aliás, nada comigo vem fácil, mas com certeza muita coisa foi embora fácil e sem explicação ou razão que a própria conheça. Diz o dito popular que tudo que é mais difícil é mais gostoso. Mentira! Claro que facilidade demais não é bom porque se até o santo desconfia, que dirá euzinha, uma pobre e reles mulher brasileira que insiste e não desiste de ser feliz?! 

Agora, mais que nunca, nesse momento eu costumo fazer reflexões sobre a minha forma de viver, o que fiz, deixei de fazer, o que sonhei, o que plantei, o que colhi... Balanço amplo, geral e irrestrito. Não sei se quero esquecer, propositalmente, de muita coisa que fiz ou se a memória já mostra o desgaste do tempo, mas existem fatos, pessoas e situações em que, se pudesse voltar atrás e corrigir meus atos e discursos, eu faria. Magoei e fui magoada. Ouvi, li e vivi coisas que não merecia e pode-se dizer que retruquei à altura. Pois é, sou humana e erro como todo mundo. Mas, como poucos, assumo e me desculpo. Acreditem, o tempo ajuda a gente a reconhecer os erros e a falar "perdão" com mais facilidade.

Esse ano, em especial, foi o ano onde as amizades foram postas à prova. Aqueles que eu julgava amigos de todas as horas fugiram ao primeiro sinal de naufrágio do meu bote (não posso ter um iate ou navio... Ah, maldita pobreza!!!). No entanto, pessoas que nem imaginava se mostraram fieis cães de guarda da minha sanidade, do meu amor próprio e da minha família. Para os que me deixaram à deriva, o meu eterno carinho e a certeza de que, se acontecesse há alguns anos atrás eu estaria rogando "pragas malígrinas"... rsrs.  Vocês podem se considerar pessoas de sorte! rsrsrs Aos que me deram todo o suporte, que agiram como seres humanos, dividindo o peso para multiplicar a força, eu não tenho palavras que definam minha gratidão. 

Como qualquer pessoa, eu sonhei. Ah... Como eu sonhei! Se é para sonhar eu me penduro na Torre Eiffel e pulo de asa delta neles, sem medo de ser feliz! E, como quem arrisca, eu dei com a cara em muita parede de incompreensão, de solidão acompanhada, de frustração, de incerteza mais que certa... Mas, não me arrependo porque foi me levantando (ou em processo constante de tentativa de me levantar) que me moldei uma pessoa melhor. Foi sendo desrespeitada que aprendi a respeitar. Foi passando apertos que aprendi a dar valor a tudo que tenho. A gente só aprende errando... 

Enfim, se eu pudesse dar um presente a mim mesma eu me daria um conselho e procuraria segui-lo à risca: Não deposite sua felicidade nas mãos de outra pessoa. Confie mais no seu taco, usufrua da sua liberdade de ir e vir, de ser e pensar. Ame alucinadamente, como se não houvesse amanhã, mas com os pés grudados no chão, porque o amanhã existe, acontece e nem sempre do jeito que se espera, logo, estar preparado para as rebordosas é a estratégia para não fenecer. E acredite que tudo que faz você sofrer vai passar. Afinal, tudo nessa vida é passageiro, menos o trocador e o motorista!

Feliz cinquenta anos pra mim! Que Deus me dê saúde para comemorar os meus cem anos com um belo baile mela fralda geriátrica!!!! Amém!!!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Vou sobreviver? Vou sobreviver...


Quando me lembro do que me aconteceu quando lhe conheci, eu me pego pensando se faria tudo de novo. Se valeria a pena abrir a porta de um baú de fantasias e sonhos reprimidos e vivê-los, novamente, ou se eu faria diferente, eu enterraria esse baú o mais profundo que fosse ou jogaria em alto mar, para que, ao sabor das ondas, eles, meus sonhos, ambições, fantasias e carências se afastassem com a maré.

Até hoje não sei se fiz a escolha certa, a de viver intensamente, passionalmente e apaixonadamente cada experiência. O futuro, que está tão presente em certas horas me dirá que não, mas o presente que toda hora se transporta para um delicioso passado diz que sim. É nesse dilema que habito. É nessa encruzilhada que me perco. E tudo o que eu quis, nessa loucura de vida, era amar e ser amada por você.

Faço de tudo para me tornar presente, mas como todo ser humano, sua presença só é sentida quando se torna ausente. Eu ando na contramão da vida porque sua ausência cada dia que passa  se torna mais presente e, como eu li um dia desses, a palavra "saudade" consegue reunir poucas letras que, somadas, causam um estrago fenomenal! E causam mesmo!!! É legal sentir saudades do que nos fez bem, mas quando esse bem é concreto, está junto mesmo longe e é seu, mesmo nunca tendo sido, a dor se torna visceral! Ela se torna profunda, é na alma, não se respira, ela vai e vem como a maré onde o baú de lembranças flutua! A gente se afoga nela! 

Que você não seria meu eu já sabia. Não foi por falta de palavras ditas sem piedade quando bastava um sorriso de atenção, sem compromisso, mas com respeito ao que se viveu. Por mais que você diga não eu existo e eu sou isso ou aquilo, eu não sou nada. Porque, quem é algo merece mais que uma frase feita. Merece, como eu penso e faço, saber o que representou, o que ainda é, o que marcou e marca, o que você espera dela e nunca vem... E por que nunca vem? Porque o que você gostaria que viesse está sendo dado para outra pessoa que não você. Uma pessoa que você só sabe o nome, só viu a foto, só vê que faz ele feliz e que você odeia! Que você só torce para ela ir embora! Só deseja que ela desista e, aí então, você voltará a servir para ouvir, para acalentar os medos e decepções, para dar amor, esse amor guardado em seu peito como um punhal que futuca e machuca e precisa ser liberado e aceito pela pessoa amada... Isso até ele achar outra que sirva e, aí, você volte para o anonimato que lhe pertence e para o lugar e momentos já esquecidos do qual você fez parte...

Eu queria um mundo inteiro só com você. Um mundo colorido, perfeito, com sorrisos, cumplicidade, carinho, olhos nos olhos, construído tijolo por tijolo, dia a dia. Eu não tenho nada! Tenho, quando muito, segundos de uma tela de computador... Nem mais a vontade de me ver existe mais... Para mim, restou isso, para ela ficou o filé. Tudo é dela, para ela... Aí eu vejo que não dá para concorrer com a idade. Não dá para concorrer com a distância que ajuda a ela e a mim prejudica... Ou melhor, até daria, mas não dá para concorrer com ela e o que ela passou a representar na sua vida. É sofrido, mas é a verdade.

Eu digo que perdi tudo, mas não posso ter perdido o que nunca existiu. Tudo isso só existiu nos meus devaneios e estes serão colocados no baú e jogados fora, para que o mar os leve... Se a maré trouxer de volta, espero que não me encontre. Se encontrar, que eu esteja curada dessa doença chamada amar sem ser amada. 

A resposta para o começo desse desabafo está aqui: Não! Eu não faria tudo de novo! Eu disse, várias vezes que faria e sofri em todas, de forma insana, dolorida, cruel. Hoje, eu estou no meu limite da dor, apesar de não estar preparada para o que você pensa ou vai deixar de pensar... Mas, arriscaria dizer que a dor da perda é menor que a dor de não ter de verdade e achar que se tem... Que a dor de nunca ter sido nada... Eu não quero mais ter o resto da vida que me resta para me arrepender. 

Você não vai sentir a minha falta, eu garanto. E eu? Eu vou. Muito. Demais. Vou me rasgar, morrer e, depois, renascer. Vou sobreviver!

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Renascimento

Essa é a palavra chave para definir esse feriado. Não é pra descansar o corpo, a mente, sair, beber, farrear com os amigos. Esse feriado de Páscoa é para uma reflexão. É para sermos mais humanos e entender que cada qual tem sua cruz. Cada cruz, um peso e esse pode ser amenizado quando pessoas se dispõem a nos ajudar sem nada pedir, pelo simples prazer de fazer o bem. Renascer não é apenas o ato de ressuscitar pregado pela Igreja Católica do Cristo pregado na cruz. Renascer é buscar dentro de si uma nova pessoa, se possível, melhor que a que existia e incorporá-la a fim de que agregue valores positivos, sempre!

Eu posso dizer que precisei descer ao fundo do poço para descobrir que tinha forças para renascer. Precisei reavaliar minha vida, minhas seguranças, minhas certezas que eram tão verdadeiras que, ao se perderem fizeram meu entorno se estilhaçar. Eu fui avaliada, julgada, crucificada por ser uma pessoa amiga, fiel e presente. Ao invés de me estenderem a mão, me jogaram palavras que me feriram mais que espinhos. Sangrei. Caí. Deus sabe como foi complicado me levantar e provar pra mim mesma que a vida era bem mais que o meu entorno espatifado. 

Hoje, não acredito mais em sonhos fantasiosos e nem em premonições mirabolantes. Hoje, acredito em minhas pernas que me guiam tendo como motorista o meu cérebro e não mais o meu coração. Aprendi a ser dura. Entretanto, sou a candura com quem merece. Todas as incertezas se foram. As certezas se resumiram a duas: eu estou viva e a morte um dia chegará. Não acredito em promessas, em amores, em almas gêmeas, em encontros, em destino, menos ainda em sintonia de almas e pensamentos. Hoje sou pão através do meu corpo físico e sangue através de minhas veias e graças a eles e a fé inabalável no Pai que não nos desampara, que me sinto viva. 

Dos muitos conhecidos recebi sessões de psicologia barata gratuita. Afinal, o que é a pimenta nos olhos dos outros? De quem julgava amigo, recebi a dor da indiferença, a crueldade das palavras e morte da alegria que existia em mim. Hoje, sou fruto do meio. Não ofereço a segunda face e não aceito o beijo doce da traição. Tenho meus pés firmes e sólidos no chão e nada e, principalmente, ninguém vai conseguir me derrubar porque na fraqueza encontrei a força, na estupidez humana encontrei a sabedoria, no amargor das palavras proferidas encontrei o silêncio calmo que me ensinou a escutar mais do que dizer. No afã de ser útil me fiz inconveniente, mas apesar disso, continuo acreditando que todos, inclusive eu, temos que servir ao próximo. 

Páscoa é renascimento e eis-me aqui, nascendo de novo para uma vida que não sei bem onde ou quando terminará, mas sei que há de ser como eu mereço, afinal, eu mereço ser feliz! Amém!

segunda-feira, 5 de março de 2012

Mulher

Mulher é um ser estranho! Repleto de segredos e truques, que mascaram sentimentos profundos e transparecem, ao mesmo tempo, em toda a sua plenitude. 

Mulher é um ser complicado que sofre, até, por quem não conhece! Porque seu coração é grande, mas tido como fraco, porque sua mente é movida pelo sentimento e, jamais, pela razão que, supostamente, seria forte nesta relação. 

Mulher sangra! Não só o sangue que se diz incômodo e que mensalmente a transforma em bicho esquisito! Mulher sangra por dentro a dor de quem sofre, da mesma forma que chora e sorri, mesmo sem vontade. Mulher tem várias faces, não por falsidade, mas para fazer feliz a quem ama, mesmo que isso signifique se rasgar por dentro! 

Não sei o porquê de ter sido premiada com o útero e com este, ter o dom de gerar vidas! Talvez por ser esta mescla de absurdos. Ora forte, ora fraca, ora poder, ora simplicidade. Razão e sensibilidade! Sim... Talvez seja esta a razão que a própria razão desconhece! 

Ser mulher não é ser mais uma e, sim, ser a principal! A que povoa medos e sonhos, a que desmascara desejos e receios. É ser sinônimo de inferno para uns e paraíso para outros... 

Embora sendo mulher, pouco sei para dizer algo que diga o porquê de sua criação. Sei, contudo, de uma coisa: mesmo sendo esse ser raro e antagônico, sou feliz por ter nascido mulher! Por dizer verdades com os olhos mesmo que repletos de lágrimas! Por dar meu coração de braços abertos mesmo que para ser ferido! Por dar meu corpo e meu amor e, com esse ato, fazer a vida continuar, apesar do Mundo estar se destruindo e não nos permitir nos redimir pelos erros que nossos filhos cometem. 

No fundo, eu acho que Deus, que é Onipotente e Onipresente, tem um quê de feminino ou conhece esse universo como mais ninguém! Por isso, nos fez assim, belas, de todos os tipos, tamanhos, sabores e com a alma ímpar que só a mulher sabe ter! A alma grande como um útero, que gera a vida e que é capaz de perdoar, apesar de ter morrido por dentro, tudo em troca de um sorriso doce e de um amor sincero e recíproco! 


Um dia, 
Vivi a ilusão de que ser homem bastaria 
Que o mundo masculino tudo me daria 
Do que eu quisesse ter. 
Que nada, 
Minha porção mulher 
Que até então se resguardara 
É a porção melhor que eu trago em mim agora, 
É que me faz viver! 
Quem dera, 
Pudesse todo o homem compreender, 
Oh mãe, 
Quem dera! 
Ser o verão, o apogeu da primavera! 
E, só, por ela ser! 
Quem sabe, 
O super-homem venha nos restituir a glória 
Mudando como um deus 
O curso da história, 
Por causa 
Da mulher! 


Feliz Dia 8 de Março à todas as mulheres do Mundo! E feliz do Homem que sabe dar valor nos demais 364 dias do ano, mesmo que se esqueçam de comemorar ou agradecer pela nossa existência ou companheirismo, nosso amor e nossa cumplicidade. E, para os que não encontraram sua amada, sua mulher, sua amante, ainda, lembrem: ela existe! Basta se dar uma chance de ver através do impossível! 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Lembranças antes de ir

Você já viu uma propaganda da Honda que fala das lembranças? Lembranças do que se viveu? Que no fim só restam as lembranças e coisa e tal?  Pois é... São tantas coisas para dizer, para processar nesse emaranhado de lembranças... Coisas pequenas se tornaram tão insignificantes quando já foram tão importantes, mesmo sendo pequenas... E os momentos prazerosos... Lembranças!!! Será que, ainda as tenho todas, intactas? Ou será que fui me tornando fria em sentimentos e dando mais valor ao intrépido, ao desconhecido, ao distante e esquecendo o que, realmente, me faz bem, apesar de tudo? Fui deixando morrer, do meu lado, aqueles que precisam de minha atenção, meu carinho, meu abraço? Ah, um abraço gostoso... E os beijos, as mãos dadas? 

É... Viver só de lembranças tem desvantagens. Vamos criando e cultivando vazios, depressões e aumentando nossa baixa estima. "Vamos nos sentindo obesos pelo sedentarismo do amor". Li essa frase e nunca mais esqueci! Vamos matando nossos sonhos, afogando nossas mágoas numa simples tela de computador. Apesar de lutarmos contra, a vida nos prega peças e, às vezes, tira o sorriso do nosso rosto dando lugar a dor... Mas, isso é problema seu? Não, claro que não! Da mesma forma que não é meu ou nosso, assim como ela, a dor, nem sempre vem para nos castigar, mas sim para nos fazer mais fortes. O problema é que, geralmente, nos agarramos a ela, transformando o belo num sofrimento interminável. E assim, ao invés de corrermos atrás de uma solução para mandar essa dor para bem longe, nós preferimos remoer remorsos, saudades, traumas e lembranças... 

Você, ainda, é a melhor das lembranças, mesmo que eu tenha consciência de que o caminho que tomei era um caminho torto na busca da minha felicidade e que me gerou dores, traumas e carências maiores do que quando comecei. Hoje, de cabeça fria, de coração empedrado e pesado pelas coisas que vivi, sem sentimento (quero dizer de forma imparcial) e lotada pela razão eu vejo que, se você tivesse estalado um dedo, eu o seguiria. Largaria meu mundo! E eu faria de tudo para ser "a' pessoa, "o" especial, "a" emoção, "a" vontade diária de estar ao meu lado. Entretanto, o que me restou foi afogar minha mágoa na tela do computador e, quando muito, ler um "oiee", um cumprimento e o desejo de algo de bom, como um "super findi ou um dia feliz"... Como se fosse possível ter mais que isso sabendo que as perspectivas de rever você, razão de parte da minha felicidade são, praticamente, nulas... Que me tornei uma pessoa da qual você mantém distância e não faz questão de se aproximar... Que fui sufocante quando pensava ser amiga... Nem sei se lhe sobraram lembranças, mas para mim sobraram não só as boas vividas, as ruins, mas até as que ficaram em promessas veladas ou fantasias não realizadas, mas sonhadas até hoje...

Estou viajando amanhã para a "Terra dos Sonhos", da fantasia, onde tudo é possível, ou deveria ser... A letra da música da Disney diz: "When you wish upon a star, there is no difference who you are... When you make a wish, it will be come true..." Então, eu vou procurar a estrela que faz os sonhos se transformarem em realidade, como diz a música e, certamente, emocionada farei um pedido: o de voltar a ver o rosto que, quando me via, me sorria com um sorriso duplo, o dos lábios e o dos olhos, que apertava minha mão como demonstração de desejo, que colava o corpo ao meu e me abraçava sem medo ou reservas... Se eu não conseguir encontrar a estrela, que me sobrem muitas lembranças e que elas jamais se apaguem porque se é tudo o que eu tenho e terei, que sejam eternas.

Fica com o meu amor, com meu coração, minha saudade e a certeza de que, hoje, isenta de qualquer depressão ou carência, eu repetiria tudo de novo com um porém: não incorreria mais em muitos erros meus e não aceitaria muitos erros seus... Ou não, repetiria tudo talvez, porque eu teria você de novo, sem reservas, sem regras ou dogmas. E isso valeria a pena! 

Adoro você! Amo você! Um amor amadurecido, mas amor de verdade. Sem mágoas, sem choros, apenas amor!

Presente: Uma música linda! A letra, então, nem se fala!  

Ah, vou ver se consigo tirar a foto do Pateta que eu pedi e que você não conseguiu! Lembra? Eu lembro... Está nas minhas muitas lembranças! rsrs

terça-feira, 29 de novembro de 2011

E, finalmente, acabou!

Ela sempre foi uma pessoa comum, mas de uma capacidade de acreditar nas pessoas e nos sonhos que poucos tinham e têm. Casou-se por amor, teve filhos lindos e levava uma vida normal, como qualquer mulher de meia idade. Como tudo na vida, a rotina estraga muita coisa. O que antes era belo naquela mulher passou a ser comum e, mais para frente, passou a ser feio. Ela foi se aquietando na vida e se esquecendo de si. Não se olhava. Não se achava, sequer sonhava ou acreditava como antes nas pessoas a sua volta.

Um dia, do nada, ele surgiu. E, o melhor de tudo, ele a viu. Com todos os seus defeitos, com toda a sua fragilidade por não ser nada de especial, exceto uma mulher de meia idade de vida comum, com sonhos engavetados. Ele a enxergou mesmo estando descrente de tudo e todos. E ele deu a ela o brilho dos olhos que encantava aos jovens, lhe deu sentido para ver a vida com brilho, lhe deu sorrisos em troca de olhares e olhares em troca de sorrisos. Ele lhe deu a oportunidade de sonhar e de acreditar nas pessoas.

Ela se apaixonou por ele, mas ele não se apaixonou por ela. Ela nada mais foi que uma válvula de escape para problemas que ele tinha e que não podia resolver por falta de opção e coragem. No momento que ele conquistou os dois, ele se foi e a deixou de lado. Ele não lembrou que quando ele chorou, ela lhe ouviu e secou suas lágrimas com beijos e afagos. Ele se esqueceu de que a vida não nos dá somente sonhos cor de rosa. Como ele, ela tinha vários problemas e com ele ela procurava a cumplicidade para achar soluções e não para gerar mais complicação para quem já tinha tantas coisas para pensar. Ela estendia as mãos sempre que ele estalava os dedos. Ela corria ao seu encontro quando ele queria... Nunca quando ela desejava porque ele nunca podia. Ela viveu para ele e por ele. E ela se contentou em não ser nada, apenas a velha válvula de escape.

Quando um dia esse homem conheceu uma mulher livre e mais nova, não pensou duas vezes. Chutou covardemente aquela que só lhe dava o que melhor possuía. E se ela não estava nos melhores momentos da vida, talvez ele tivesse sua parcela de culpa porque ele nunca podia ajudá-la quando ela precisava, mas somente quando ele queria. E, o mais cruel, não se importou de mostrar seu caráter usando de ameaças para se livrar do estorvo que antes lhe servia.

A mulher sofreu muito e apesar de tudo o que ouviu, ainda o perdoou. Coisas que só quem ama muito pode entender, mas não compreender... Ele está vivendo o que não viveu na juventude por ter casado cedo. Está vivendo um sonho de liberdade ao lado de uma pessoa livre, com amigos em comum e atividades afins. Aquela mulher mais velha, o poço de problemas, não serviu para nada, sequer para uma amizade depois de tantos segredos compartilhados, tantos olhares que diziam tudo...

Ele, agora, tem passado por incertezas materiais. Se ele possui alguma incerteza sentimental, não me interessa. Ele está colhendo tudo o que plantou. E, até mesmo a amizade que a mulher que tanto o amou já não é mais a mesma. Não adianta mais ele estalar os dedos. Ele trouxe de volta para essa mulher uma coisa que ela havia esquecido: seus valores como pessoa. Se ele não soube vê-los, ela soube encontrá-los, escondidos em sua carapaça usada durante anos para não sofrer as indiferenças sofridas em casa e na vida em geral. A indiferença dele tornou-a mais forte. Ela se recuperou e desabrochou para a vida. Pena que ela investiu 4 anos de sua vida dedicando-se a uma pessoa que não a via como ela pensava. Os olhos brilhavam por brilhar. Não por carinho, afeição ou amor. Ela não deixou marcas. Ele deixou cicatrizes, o que é bom. Olhando para elas, certamente, ela se lembrará de que caráter é uma coisa que poucos têm. É coisa de berço e se constrói com bases sólidas.

Vá viver sua vida, Don Quixote! Desbrave caminhos ao lado de sua amada. De agora em diante, caminhos distintos serão seguidos por esse homem e essa mulher. Vamos ver quem vai ser feliz... De coração, ela espera que ambos sejam.