segunda-feira, 5 de março de 2012

Mulher

Mulher é um ser estranho! Repleto de segredos e truques, que mascaram sentimentos profundos e transparecem, ao mesmo tempo, em toda a sua plenitude. 

Mulher é um ser complicado que sofre, até, por quem não conhece! Porque seu coração é grande, mas tido como fraco, porque sua mente é movida pelo sentimento e, jamais, pela razão que, supostamente, seria forte nesta relação. 

Mulher sangra! Não só o sangue que se diz incômodo e que mensalmente a transforma em bicho esquisito! Mulher sangra por dentro a dor de quem sofre, da mesma forma que chora e sorri, mesmo sem vontade. Mulher tem várias faces, não por falsidade, mas para fazer feliz a quem ama, mesmo que isso signifique se rasgar por dentro! 

Não sei o porquê de ter sido premiada com o útero e com este, ter o dom de gerar vidas! Talvez por ser esta mescla de absurdos. Ora forte, ora fraca, ora poder, ora simplicidade. Razão e sensibilidade! Sim... Talvez seja esta a razão que a própria razão desconhece! 

Ser mulher não é ser mais uma e, sim, ser a principal! A que povoa medos e sonhos, a que desmascara desejos e receios. É ser sinônimo de inferno para uns e paraíso para outros... 

Embora sendo mulher, pouco sei para dizer algo que diga o porquê de sua criação. Sei, contudo, de uma coisa: mesmo sendo esse ser raro e antagônico, sou feliz por ter nascido mulher! Por dizer verdades com os olhos mesmo que repletos de lágrimas! Por dar meu coração de braços abertos mesmo que para ser ferido! Por dar meu corpo e meu amor e, com esse ato, fazer a vida continuar, apesar do Mundo estar se destruindo e não nos permitir nos redimir pelos erros que nossos filhos cometem. 

No fundo, eu acho que Deus, que é Onipotente e Onipresente, tem um quê de feminino ou conhece esse universo como mais ninguém! Por isso, nos fez assim, belas, de todos os tipos, tamanhos, sabores e com a alma ímpar que só a mulher sabe ter! A alma grande como um útero, que gera a vida e que é capaz de perdoar, apesar de ter morrido por dentro, tudo em troca de um sorriso doce e de um amor sincero e recíproco! 


Um dia, 
Vivi a ilusão de que ser homem bastaria 
Que o mundo masculino tudo me daria 
Do que eu quisesse ter. 
Que nada, 
Minha porção mulher 
Que até então se resguardara 
É a porção melhor que eu trago em mim agora, 
É que me faz viver! 
Quem dera, 
Pudesse todo o homem compreender, 
Oh mãe, 
Quem dera! 
Ser o verão, o apogeu da primavera! 
E, só, por ela ser! 
Quem sabe, 
O super-homem venha nos restituir a glória 
Mudando como um deus 
O curso da história, 
Por causa 
Da mulher! 


Feliz Dia 8 de Março à todas as mulheres do Mundo! E feliz do Homem que sabe dar valor nos demais 364 dias do ano, mesmo que se esqueçam de comemorar ou agradecer pela nossa existência ou companheirismo, nosso amor e nossa cumplicidade. E, para os que não encontraram sua amada, sua mulher, sua amante, ainda, lembrem: ela existe! Basta se dar uma chance de ver através do impossível! 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Lembranças antes de ir

Você já viu uma propaganda da Honda que fala das lembranças? Lembranças do que se viveu? Que no fim só restam as lembranças e coisa e tal?  Pois é... São tantas coisas para dizer, para processar nesse emaranhado de lembranças... Coisas pequenas se tornaram tão insignificantes quando já foram tão importantes, mesmo sendo pequenas... E os momentos prazerosos... Lembranças!!! Será que, ainda as tenho todas, intactas? Ou será que fui me tornando fria em sentimentos e dando mais valor ao intrépido, ao desconhecido, ao distante e esquecendo o que, realmente, me faz bem, apesar de tudo? Fui deixando morrer, do meu lado, aqueles que precisam de minha atenção, meu carinho, meu abraço? Ah, um abraço gostoso... E os beijos, as mãos dadas? 

É... Viver só de lembranças tem desvantagens. Vamos criando e cultivando vazios, depressões e aumentando nossa baixa estima. "Vamos nos sentindo obesos pelo sedentarismo do amor". Li essa frase e nunca mais esqueci! Vamos matando nossos sonhos, afogando nossas mágoas numa simples tela de computador. Apesar de lutarmos contra, a vida nos prega peças e, às vezes, tira o sorriso do nosso rosto dando lugar a dor... Mas, isso é problema seu? Não, claro que não! Da mesma forma que não é meu ou nosso, assim como ela, a dor, nem sempre vem para nos castigar, mas sim para nos fazer mais fortes. O problema é que, geralmente, nos agarramos a ela, transformando o belo num sofrimento interminável. E assim, ao invés de corrermos atrás de uma solução para mandar essa dor para bem longe, nós preferimos remoer remorsos, saudades, traumas e lembranças... 

Você, ainda, é a melhor das lembranças, mesmo que eu tenha consciência de que o caminho que tomei era um caminho torto na busca da minha felicidade e que me gerou dores, traumas e carências maiores do que quando comecei. Hoje, de cabeça fria, de coração empedrado e pesado pelas coisas que vivi, sem sentimento (quero dizer de forma imparcial) e lotada pela razão eu vejo que, se você tivesse estalado um dedo, eu o seguiria. Largaria meu mundo! E eu faria de tudo para ser "a' pessoa, "o" especial, "a" emoção, "a" vontade diária de estar ao meu lado. Entretanto, o que me restou foi afogar minha mágoa na tela do computador e, quando muito, ler um "oiee", um cumprimento e o desejo de algo de bom, como um "super findi ou um dia feliz"... Como se fosse possível ter mais que isso sabendo que as perspectivas de rever você, razão de parte da minha felicidade são, praticamente, nulas... Que me tornei uma pessoa da qual você mantém distância e não faz questão de se aproximar... Que fui sufocante quando pensava ser amiga... Nem sei se lhe sobraram lembranças, mas para mim sobraram não só as boas vividas, as ruins, mas até as que ficaram em promessas veladas ou fantasias não realizadas, mas sonhadas até hoje...

Estou viajando amanhã para a "Terra dos Sonhos", da fantasia, onde tudo é possível, ou deveria ser... A letra da música da Disney diz: "When you wish upon a star, there is no difference who you are... When you make a wish, it will be come true..." Então, eu vou procurar a estrela que faz os sonhos se transformarem em realidade, como diz a música e, certamente, emocionada farei um pedido: o de voltar a ver o rosto que, quando me via, me sorria com um sorriso duplo, o dos lábios e o dos olhos, que apertava minha mão como demonstração de desejo, que colava o corpo ao meu e me abraçava sem medo ou reservas... Se eu não conseguir encontrar a estrela, que me sobrem muitas lembranças e que elas jamais se apaguem porque se é tudo o que eu tenho e terei, que sejam eternas.

Fica com o meu amor, com meu coração, minha saudade e a certeza de que, hoje, isenta de qualquer depressão ou carência, eu repetiria tudo de novo com um porém: não incorreria mais em muitos erros meus e não aceitaria muitos erros seus... Ou não, repetiria tudo talvez, porque eu teria você de novo, sem reservas, sem regras ou dogmas. E isso valeria a pena! 

Adoro você! Amo você! Um amor amadurecido, mas amor de verdade. Sem mágoas, sem choros, apenas amor!

Presente: Uma música linda! A letra, então, nem se fala!  

Ah, vou ver se consigo tirar a foto do Pateta que eu pedi e que você não conseguiu! Lembra? Eu lembro... Está nas minhas muitas lembranças! rsrs

terça-feira, 29 de novembro de 2011

E, finalmente, acabou!

Ela sempre foi uma pessoa comum, mas de uma capacidade de acreditar nas pessoas e nos sonhos que poucos tinham e têm. Casou-se por amor, teve filhos lindos e levava uma vida normal, como qualquer mulher de meia idade. Como tudo na vida, a rotina estraga muita coisa. O que antes era belo naquela mulher passou a ser comum e, mais para frente, passou a ser feio. Ela foi se aquietando na vida e se esquecendo de si. Não se olhava. Não se achava, sequer sonhava ou acreditava como antes nas pessoas a sua volta.

Um dia, do nada, ele surgiu. E, o melhor de tudo, ele a viu. Com todos os seus defeitos, com toda a sua fragilidade por não ser nada de especial, exceto uma mulher de meia idade de vida comum, com sonhos engavetados. Ele a enxergou mesmo estando descrente de tudo e todos. E ele deu a ela o brilho dos olhos que encantava aos jovens, lhe deu sentido para ver a vida com brilho, lhe deu sorrisos em troca de olhares e olhares em troca de sorrisos. Ele lhe deu a oportunidade de sonhar e de acreditar nas pessoas.

Ela se apaixonou por ele, mas ele não se apaixonou por ela. Ela nada mais foi que uma válvula de escape para problemas que ele tinha e que não podia resolver por falta de opção e coragem. No momento que ele conquistou os dois, ele se foi e a deixou de lado. Ele não lembrou que quando ele chorou, ela lhe ouviu e secou suas lágrimas com beijos e afagos. Ele se esqueceu de que a vida não nos dá somente sonhos cor de rosa. Como ele, ela tinha vários problemas e com ele ela procurava a cumplicidade para achar soluções e não para gerar mais complicação para quem já tinha tantas coisas para pensar. Ela estendia as mãos sempre que ele estalava os dedos. Ela corria ao seu encontro quando ele queria... Nunca quando ela desejava porque ele nunca podia. Ela viveu para ele e por ele. E ela se contentou em não ser nada, apenas a velha válvula de escape.

Quando um dia esse homem conheceu uma mulher livre e mais nova, não pensou duas vezes. Chutou covardemente aquela que só lhe dava o que melhor possuía. E se ela não estava nos melhores momentos da vida, talvez ele tivesse sua parcela de culpa porque ele nunca podia ajudá-la quando ela precisava, mas somente quando ele queria. E, o mais cruel, não se importou de mostrar seu caráter usando de ameaças para se livrar do estorvo que antes lhe servia.

A mulher sofreu muito e apesar de tudo o que ouviu, ainda o perdoou. Coisas que só quem ama muito pode entender, mas não compreender... Ele está vivendo o que não viveu na juventude por ter casado cedo. Está vivendo um sonho de liberdade ao lado de uma pessoa livre, com amigos em comum e atividades afins. Aquela mulher mais velha, o poço de problemas, não serviu para nada, sequer para uma amizade depois de tantos segredos compartilhados, tantos olhares que diziam tudo...

Ele, agora, tem passado por incertezas materiais. Se ele possui alguma incerteza sentimental, não me interessa. Ele está colhendo tudo o que plantou. E, até mesmo a amizade que a mulher que tanto o amou já não é mais a mesma. Não adianta mais ele estalar os dedos. Ele trouxe de volta para essa mulher uma coisa que ela havia esquecido: seus valores como pessoa. Se ele não soube vê-los, ela soube encontrá-los, escondidos em sua carapaça usada durante anos para não sofrer as indiferenças sofridas em casa e na vida em geral. A indiferença dele tornou-a mais forte. Ela se recuperou e desabrochou para a vida. Pena que ela investiu 4 anos de sua vida dedicando-se a uma pessoa que não a via como ela pensava. Os olhos brilhavam por brilhar. Não por carinho, afeição ou amor. Ela não deixou marcas. Ele deixou cicatrizes, o que é bom. Olhando para elas, certamente, ela se lembrará de que caráter é uma coisa que poucos têm. É coisa de berço e se constrói com bases sólidas.

Vá viver sua vida, Don Quixote! Desbrave caminhos ao lado de sua amada. De agora em diante, caminhos distintos serão seguidos por esse homem e essa mulher. Vamos ver quem vai ser feliz... De coração, ela espera que ambos sejam. 

domingo, 16 de outubro de 2011

Pernonal Aspone - Uma profissão em ascensão!


Nessa minha atual condição de desemprego, graças ao Governo do Estado do Rio que se auto-afirma ser um governo de muito trabalho, estou, realmente, investindo todas as minhas cartas fora do baralho na profissão que lanço, aqui, e que pretendo seguir, a de Personal Aspone, quem sabe de algum político renomado. Só que, estou ficando megalomaníaca, acho que vou pegar mais pesado, vou querer ser Personal Aspone de candidato à Prefeito!

Não consigo ver nada mais excitante, podendo unir o útil, o fútil e o agradável. E, como sou uma pessoa diversificada, globalizada, capacitada, enlouquecida, criativa e porque não dizer, com muito pouco para fazer, assim como eles, tenho idéias mirabolantes e soluções definitivas para todos os problemas da cidade, diria, até, da Nação! Engraçado, estas soluções, sempre, são tão simples, só que estas aparecem, somente, nas épocas de eleição. Como boa Personal Aspone, não perguntarei: executarei e tratarei de elaborar uma lista de itens que poderão ser usados como plataforma para alavancar qualquer candidato nas pesquisas, rumo ao estrelato que é ser Prefeito de qualquer cidade, seja ela aqui, no Oiapoque ou no Chuí!

Não quero pensar pequeno como ficar me preocupando com o sorriso Colgate ou com combinações de cores de gravata versus ternos. Nem mesmo vou me preocupar com a contratação daquele bando de jovens estudantes e aposentados que ficam, desde às 5 da manhã, balançando bandeirinhas, debaixo de chuva e de frio! Essa parte, excitantíssima do trabalho, deixo para meus acessores. Sim, Personal Aspone tem seus, respectivos, Aspones, caso contrário, quebra-se a corrente da mamata! Vou me preocupar, sim, com aquelas soluções mágicas que todos os candidatos tem, como um verdadeiro ataque epilético, em forma de surto, coisa que, depois, não acontece nos quatro anos seguintes, principalmente, em forma de realizações concretas!

Esta semana, ouvi um provável candidato à Prefeitura falando das favelas e da violência que se instalou, tomou posse da cidade e periferias, apesar das UPP's estrategicamente colocadas no entorno do Maracanã, visando Copa e Jogos Olímpicos (e o resto que se dane!). Acho que "periferia" é pouco, podemos dizer que a violência, em todos os seus estágios e formas, se apossou do País! Seja de forma prática como teórica, seja em forma de agressividade explícita ou camuflada. Basta ver nossa tentativa de varrer os corruptos com fichas sujas (o que não é a neura dos anúncios de produtos de limpezas que tiram qualquer sujeira dos cantos mais encardidos). eleitos e/ou admitidos para serem pessoas acima de qualquer suspeita! Mas, voltando para o candidato, este dizia que a solução para as favelas está na parceria do Município, com a "comunidade" (me amarro nisso, me lembra logo Lecy Brandão pedindo "- Benção tia Mariazinha da comunidade da Mangueira", quando comentarista de desfile de escola de samba!). E continuava, temos que levar esporte, educação, cultura, comida e abrir opções de trabalho, etc.

De repente, outro quem sabe pretenso candidato, num discurso meio boiolístico, como se tivesse um ovo quente na boca, diz que a solução está na revitalização das favelas, criando áreas de lazer, abrindo novas frentes de trabalho, levando a escola, novas opções de vida, em parceria com a comunidade, etc... Pausa: Já conheci um Prefeito do Rio que sugeriu a mesma coisa e tinha até o mesmo jeito de falar... Isso pega? Vejam que mudou a forma de dizer a frase mas, no frigir dos ovos, a omelete é a mesma! Saímos deste e caímos naquele, mais comunista e com menos didática que o atual Prefeito mas, a temática era a mesma e a solucionática de igual tom.

Eis que me surge a idéia de começar a procurar a solução ideal para a questão da violência e do crescimento desordenado das favelas que, nada tem a ver, segundo os especialistas de plantão, com a condição de vida e o desemprego, com a falta de estrutua familiar, nem mesmo com a falta de educação do povo que acontece, não por opção mas, sim, por imposição e por questões de uma verdadeira lavagem cerebral que nos é imposta em forma de novelas nababescas, onde os mocinhos cedem ao banditismo porque este traz a vantagem em tudo e nos transforma, a todos, em habitantes do País do Gerson ou, mais recentemente, do País do Lula onde um analfabeto pôde ser condecorado em várias Universidades como Doutor "Honoris Causa"!

Meu discurso diria: " - Caros eleitores, a atual estrutura da organização assume importantes posições na definição dos conceitos de participação geral. Por outro lado, a consolidação das estruturas contribui para a correta determinação das formas de ação. Não podemos esquecer o início do programa de formação de atitudes que facilita a definição das nossas opções de desenvolvimento futuro. Do mesmo modo, a complexidade dos estudos efetuados, oferece uma boa oportunidade de verificação das nossas metas financeiras e administrativas..."

Poderia continuar com o meu discurso em forma de "Embromation Tabajara" pois, é, exatamente, isso que está escrito aqui! Tirei, cada frase, de uma tabela de 4 colunas onde se fala tudo sem se dizer, absolutamente nada. Assim como acontece, em épocas de eleição, muito se promete e nada se faz. Enquanto isso, além de garantir meu emprego de Personal Aspone, nossos ilustres candidatos a Governantes poderão manter sua prática atual, a de jogar palavras e conceitos lindos que, todos escutam, fingem que entendem e que fica por isso mesmo. Enquanto isso, continuamos vivendo em jaulas e o povo do morro que nas chuvas fortes, literalmente, descem para as ruas e cuja maioria é de pessoas decentes, sendo tratados como escória de nossa população!

Ah, Brasil... Esconde a tua cara!!!


O que será que aconteceria se Cabral resolvesse voltar do reduto dos mortos e aparecer para uma visita à Terra Brasilis, descoberta por acaso, mas que, vá lá, de repente, dava certo! Eu dava tudo para ser uma mosquinha e ver a cara dele chegando hoje, neste País e encontrando esse caos que estamos vivendo! Acho que ele iria mandar uma mensagem do estilo: " - Que programa de índio que você me meteu, hein ô Manel! E nem índio nesta terra tem mais. Virou uma "minoria"!!!"

Ele iria começar seu passeio por onde tudo começou. E iria encontrar a festa constante da Bahia que nem parece que é brasileira de tanta felicidade e alegria! Talvez, ele ficasse por lá porque se o Carnaval na Bahia já dura uma eternidade, imaginem se os baianos descobrissem Cabral, saído da eternidade para essa confraternização apoteótical!! Acompanhem a cena: Porto Seguro, a pleno vapor, com todos os tipos de música e rítmos baianos que surgem a cada 5 minutos! Pobre Cabral, aprender a rebolar na boquinha da garrafa ou seguindo o Trio Elétrico da Ivete Sangalo! Do fado ao afoxé, de Lisboa direto para uma boa Lisinalva, pele morena, semi-nua, balançando o bumbum frenéticamente, como se o corpo fosse feito de molas e não de ossos! Mensagem: " - Ô Manel, até que eu tô gostando de não ter índio. Depois eu volto, tem um tal de trio elétrico me arrastando e não dá para ficar parado, ô pá...!!!"
  
E se resolvesse continuar, depois de muito correr atrás do trio elétrico... Quem sabe, dar uma de desbravador, descendo e subindo planaltos, percorrendo essa quantidade absurda de rios... poluídos onde, se pescando se acha tudo mesmo, menos peixe! Tem bota, sofá, pneu, cadáver, garrafa, tem até espuma, oh pá mas peixe que é bom, só com muito mercúrio nas idéias! Doidão! Pelo visto, aquele bando de espelhos que ele não entregou para os índios, poderiam servir para os peixes espalharem carreirinhas de mercúrio a serem fungadas numa viagem caleidoscópica provocada por tanta droga jogada em nossas águas! 

Continuando, parando aqui e ali, chegaria ao Rio de Janeiro, terra do Samba e do Futebol e daria de cara com uma guerra civil rolando solta. Flamengo e Vasco brigando para saber quem é o verdadeiro vice oficial do outro... Não! Isso não dá mais IBOPE! O bom mesmo é a guerra entre policiais e policiais disfarçados de milícias (!), duas grandes agremiações, pensaria ele, disputando o Comando do Crime Organizado! Será que por isso tem tantas placas nas ruas com nome de candidatos para serem eleitos em Outubro... Veio-me esta dúvida atrós... !!!

Outra coisa marcante no Rio de Janeiro: que povo generoso! Todos os dias tem doação de balas perdidas para velhinhos e crianças nas praças públicas, Bancos (quando não estão em greve, claro) e postos de combustíveis!  E quem diz que carioca não trabalha é cego! Como tem gente nas ruas, trabalhando! E, justiça seja feita, que pessoal batalhador porque se não estão correndo com as bancas na cabeça, certamente, na busca de um lugar melhor para instalar seu ponto de venda, é porque estão em batalha, corpo a cacetete, com a polícia. Mas, o bom é que todos são iguais, não tem mais diferenças entre polícia e bandido! Finalmente, uma cidade que luta pelas igualdades sociais! 

Seguindo seu tour não pode faltar aquela paradinha na terra da garoa! Ele poderia, se desejasse, usar suas Caravelas pois, pode não ter mar mas, ao menor sinal de garoa, São Paulo vira um marzão que só deixa com inveja os Mineiros! A cidade parece uma selva de concreto e a única coisa de concreta que se vê é o descaso para com a população. O povo, em estado de suplício, pede socorro! Resta cortar os pulsos, ou melhor serra-los pois, caso contrário, Maluf toma conta de novo!!! E aí, Lalau, quer dizer, Babau, adeus! É, só reza forte dará jeito nessa terra, lotada de Marginais, sejam elas em forma de estradas, sejam elas em forma de pessoas! 

Mas, Cabral, certamente, se deslumbraria com o Planalto, ao ver Dilma, mulher que sofreu na ditadura, como  a primeira mulher eleita Presidente, dando continuidade ao que seu patrício, D. Pedro I conseguiu a duras cavalgadas, a (In)dependência deste País! Quando esta mulher, conhecido no passado como reacionária e comunista, conclamava guerra contra a ditadura, clamava pela abertura, era chamado de terrorista. Agora, temos certeza que ela está no caminho certo!  

Finalmente, conquistamos nosso nome na história, o País está acordando do berço explêndido e de forma dolorida, caindo da cama em plena realidade, nua e crua! Mas, cuidado, a Fome é tanta que até crua se come! E a população está cansada de andar nua, pedinte, mendigando! 

" - Cabral, quer um conselho: volta pro reduto, pega um avião e se manda, antes que seja tarde e você sinta vergonha de ter errado o caminho das Indias!!! Aqui, não tá dando nem para índio!!! Que dirá pra você, meu caro amigo. Me perdoe, por favor, a coisa aqui, tá preta!!!!! "

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Corro dele ou para ele?

Mais uma vez, não resisto e publico um texto da Sandra Maia. Essa escritora está em sintonia comigo. Nossas antenas estão se cruzando no espaço, só pode! Uma de nós rackeou o pensamento da outra, só pode!!! Enfim, espero que vocês aproveitem mais esta maravilha de texto e que ele seja útil com foi para mim.


"O que você pensa a respeito? Sabe aquele relacionamento que só dá dor de cabeça? Aquele que a coloca em depressão, com a autoestima a zero? Aquele do tipo "o parceiro é ausente, vive nas baladas, diz na sua cara que ficou com outra, porque você não estava disponível?". Aquele que só te joga para baixo?
De vez em quando, ele fala que te ama, só o suficiente para mantê-la aprisionada e, quando você está na pior, ainda vem com aquele discurso de que não aguenta mulher deprimida? Aquele que vive deixando "pistas" de traição, mau comportamento, te enlouquece de cíume, para te ver controlada — pois, dessa forma, você não tem tempo para pensar em você — e, depois, tem a coragem de te acusar de "controladora", e que, por fim, diz que precisa de um tempo? Diz que vai ficar uns dias sem te ligar e, quando retorna, aparece só para acabar com você... Você conhece esse tipo de parceiro(a)?
Pois é, esse caso é parecido com o da Miriam. Viveu um relacionamento assim por anos. Foram quase 10 anos entre namoro, noivado e casamento, com idas e vindas incontáveis.
Ela, pobre, insistiu. Achava que ele era o homem da vida dela.
Como assim? Como pode ser esse o homem da vida de qualquer mulher? Como uma pessoa em sã consciência vai pensar que isso é amor?
O cara não acredita em amor, vivia dizendo que não queria se casar, que não acreditava em relacionamentos duradouros. Deixava clara sua posição, e ainda assim ela resolveu apostar...
Resultado: se separaram há pouco mais de três meses, mais uma vez porque ele decidiu. Estava apaixonado por outra e iria morar com ela.
Agora, vocês sabem o que a Miriam me escreveu? Vejam:
Que estava morrendo. Que havia perdido o homem da vida dela. Que acompanhava o relacionamento do ex e que se sentia culpada pelo término da relação.
Ela assumia tudo para ela sem compreender que os 50% dele eram os mais pesados...
Pois é, isso acontece com muitas pessoas, homens e mulheres, desavisadas. Aquelas inexperientes ou superexperientes que imaginam: vou dobrar esse cara! Ele vai me amar! Vai ser meu! Apostam e, geralmente, se perdem...
Bem, é verdade que alguns poucos conseguem essa conquista — mas fico aqui me perguntando se vale o desgaste.
Será mesmo que vale tudo isso?
Será possível fazer o outro nos amar — mesmo contra a vontade dele?
Não acredito. Não acredito que isso possa dar certo a longo prazo, e pelas histórias que conheço não dá. Então, minhas caras amigas, quando estiverem na dúvida se correm para ele ou correm dele! Fique com a segunda opção. Fique com você. Com seus sonhos, seus planos, sua vida. Com certeza, algo muito melhor estará reservado para você.
Ninguém, ninguém merece mendigar amor, atenção, respeito, comprometimento, cuidado, presença, responsabilidade, carinho — ninguém!
Pense nisso. Se você conhece alguém que vive algo parecido, ofereça ajuda. Afinal, é muito difícil sair de uma situação dessas sozinha. "

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Sandra Maia Sabe TUDO!!!!!!!!!!


Hoje, a resposta é para a Márcia e para tantos outros leitores com o mesmo problema.
Márcia é casada há 10 anos, tem três filhas desse casamento e vive feliz. Estável.
Como todo casamento, a relação de Márcia também entrou numa crise e então, nesse momento, ela se apaixonou por um colega. Foi um romance e tanto, durou quase três meses de muita loucura e dissimulação, para que ninguém, ninguém soubesse. Por sorte, seu marido não desconfiou de nada nesse tempo, até porque Márcia viajava constantemente a trabalho.
A questão é: ele, o então "amante", decidiu por um ponto. Queria rever seus valores, construir sua vida, resgatar seus planos. E a Márcia não fazia parte dessa história. Ela foi para ele uma simples aventura.
E, então, surge o problema... Ela se diz ainda apaixonada por ele, está até um pouco obsessiva e depressiva. Mal consegue esconder essa dor de amor do seu marido e das filhas. E agora?
O outro, para piorar, está na fase do "vem que te desprezo", e, de fato, para ele, ela não tem nenhum valor. Ele pensa: "Se traiu o marido, por que não me trairia?".
Enfim, lá vai nossa amiga cultivando essa história louca, e a pergunta é: o que fazer? Ela quer saber se deve insistir em que o amante volte a amá-la. Ela já tentou se reaproximar dele algumas vezes, e o rapaz está cada vez mais arredio, mais agressivo.
Então, vamos às respostas possíveis: primeiro, ele gostou dela, amar, amar mesmo não acredito. Ele entrou para se divertir, estava tudo fácil, então, por que não? Segundo, se o casamento não ia bem, o melhor teria sido colocar toda energia nele para que a situação se resolvesse. E os resultados, é claro, poderiam ser uma retomada ou o fim. E aí está a principal questão — muitos não querem correr esse risco e preferem levar uma vida paralela, como a Márcia, e acabam por correr um risco ainda maior... Bem, de qualquer maneira, no meio disso tudo, de toda essa problemática, um terceiro só amplia o problema. Até porque, podemos nos encantar com o outro, que vem com mais energia do que estamos habituados...
Então, decidido o que vai ser da relação, preparar-se para o novo pode ser mais aconselhável. Essa história de vida bandida, amor bandido, amar ao bandido, geralmente tem um final infeliz.
Bem, com relação à Márcia, já está tudo complicado, a encrenca, toda armada. Fica então meu convite para que deixe de lado essa história, por respeito a si mesma.
O outro já disse NÃO. Então, insistir só a coloca em uma situação mais e mais ridícula.
Gostaria ainda de convidar a Márcia para fazer um trabalho sério de autoconhecimento e, quem sabe, até terapia de casal com seu marido. Às vezes, a crise passa e tudo volta ao normal.
E você, o que falaria para Márcia? Já passou por isso?
Já viveu um louco amor, daqueles que você não consegue tirar o outro da cabeça e, quanto mais faz, mais o outro se afasta?
Já viveu uma história na qual a tônica era: você se rasteja e o outro, bem, o outro se esquiva?
Pois bem, relações assim não têm chance de acabar bem para um lado e outro. Faz-nos doentes, destemperados, desequilibrados.
E o ponto é: para retomar o equilíbrio e a harmonia interna, perdemos um bom tempo... Então, pense nisso antes de entrar na canoa — que já deve estar furada... A menos que você nade muito, muito bem.