quarta-feira, 11 de abril de 2018

Verdades e Mentiras


Ela fala
Ele corrige
Ela sorri
Ele fecha a cara
Ela se aquieta
Ele se agita
Ela anseia
Ele cogita
Ela se acalma
Ele se irrita
Ela se impõe
Ele se opõe
Ela diz que o ama
Ele só reclama
Ela o seduz
Ele, sequer, deduz
Ela é doçura
Ele é amargura
Ela é candura
Ele é tortura
Ela é mel
Ele é fél
Ela é oposto
Ele é desgosto
Ela é feitiço
Ele é omisso
Ela é razão
Ele é tesão
Ela desiste
Ele insiste
E assim, verdades e mentiras são vividas
Dia após dia
Nessa relação insana,
Mundana,
De corpos que se querem e se rejeitam
Que se vestem e se despem
De amor e desrespeito.
Não existe cumplicidade
Resta apenas saudade
Daquilo que podiam ter sido.
Lembranças opacas
De imagens turvas
De uma relação
Que não esboçou, sequer, reação
Para sobreviver
Para se lembrar
Ou para se esquecer!

terça-feira, 3 de abril de 2018

Amor Virtual

Você já amou alguém em megabytes?
Imaginem que coisa boa, poder sentir seus fios esquentando,
Os filamentos se ligando todos ao mesmo tempo,
Quando do outro lado da tela,
Você lê um oi do computador amado!
Nossa, que frio na minha placa mãe!
Imediatamente, mas sem querer,
Digita a mensagem errada porque esbarra com o dedo
Numa tecla que não deveria!
Ah, que banho de água fria!
Ele, do outro lado, coloca um bando de interrogações!
Aí, você sente seu processador a toda e,
Meio que pedindo desculpas pela falha de programação,
Diz que está pronta para uma teclada mais forte!
Ele diz, então, que seu disco está cada vez mais rígido!
E escreve que sente uma coisa, uma espécie de tensão,
Coisa que jamais sentiu por uma mulher
De carne e osso!
Os e-mails vão ficando mais longos,
Picantes, sem controle!
Parece um vírus que toma conta e
Deleta de sua memória o que é sentir ao invés de viver!
E ele manda fotos de seu PC em ponto de bala e
Ela manda foto de sua webcam desgovernada,
Afinal, ambos perderam a noção do espaço virtual que os une!

Que triste...
Isso tem sido uma constante no mundo virtual.
O amor de carne e osso substituído por uma placa de metal
Um teclado, uns códigos secretos, uns sons estranhos...
E eu me pergunto:
Onde foram parar o romance e o contato físico?
Onde está a verdadeira paixão que unia corpos e amantes de verdade?
Onde foi parar a contemplação serena do pós-gozo?
Quem mudou a forma de amar?

Sei de uma coisa: Já sonhei com amores virtuais!
Sim, não me nego ao conhecimento,
Mas vi que o futuro não compensa.
E me curvo ao passado!
Prefiro suar frio ao olhar nos olhos,
Tremer de êxtase quando nossos corpos se encostarem,
Saber que depois do amor, você é real e está do meu lado,
Juntamente com seu cheiro, seu hálito quente, seu corpo reconfortante...
E a certeza de que nenhum pique de luz sem um estabilizador
Irá interromper nosso romance antiquado...
Natural...
E real!




segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Sexo à Flor da Pele

Não sei se é impressão minha mas tudo cheira a sexo hoje em dia. Nada em que possamos pensar não traz um Q de malícia e sexo, mesmo que seja de forma sutil, como esses assuntos deveriam ser tratados. Ontem, abri uma revista, destas que vem junto aos jornais de Domingo, e reparo que três das quatro matérias em destaque tem o sexo como tema. Não que eu não goste, pelo contrário, sou adepta, mas me senti meio que em um ambiente de aplicativos de cunho sexual! Tudo é tão compartilhado...!!! 

Não perdi tempo nas manchetes, partindo, direto, para as reportagens. Logo na primeira entrevista, um astro de nossa música é perguntado sobre diversos temas e, claro, o fim não poderia ser outro: sexo, do tipo, como, onde, quando e com quem gosta de fazê-lo. Falou-se, tão inteligentemente, de religião, gostos, costumes, racismo e, claro, saber como ele faz sexo não poderia faltar. O que me interessa isso... Por que as revistas pensam que eu me interessaria em saber as preferências sexuais deste ou daquele cantor... Mudo a página e começo a ler aquelas perguntinhas dos leitores. Eis que me deparo com uma pesquisa que mostra que 52% das mulheres britânicas acordam sedentas por uma xícara de chá ao passo que somente 2% destas sedentas por sexo. Com os homens, o negócio não varia muito, mais da metade prefere os prazeres (brochantes!) do chá aos prazeres da carne. Diria, nem tanto ao mar, nem tanto à terra! 

Vou continuando meu passeio e me pergunto se peguei a revista certa pois, a sensação é que leio artigos de Playboy ou da antiga Ele e Ela. Mas, não! Trata-se de uma revista destinada a leitores de todas as idades, tipo assim, revista para toda a família. Essa minha mente, adubada, logo imaginou uma cena de sexo grupal em família, o que me deu calafrios! Mas, como sou teimosa, fui levando minha leitura, posso dizer que, nada excitada, diante as perspectivas de aprender detalhes íntimos de um bom sexo grupal de cunho familiar. 

Respira-se sexo em todos os momentos e isso está se tornando uma coisa tão banal que, confesso, me assusta. Principalmente, porque sou mãe de dois meninos, futuros homens, que terão que provar sua masculinidade por questões de quantidade e não qualidade, caso contrário, estarão fadados ao insucesso, segundo as pesquisas londrinas citadas acima. 

Numa época onde a AIDS avança a passos largos, onde meninas de dez anos ou pouco mais, estão tendo filhos, ao invés de brincar de bonecas, onde se duvida da paternidade de um ser humano devido ao excesso de parceiros, o sexo se tornou sinônimo de promiscuidade e uma coisa banal, assuntos de revistas semanais corriqueiras quando, na verdade, deveria ser tratado como item de esclarecimento geral nas áreas de saúde pública e bem estar social. É, humanamente, impossível educar uma criança, hoje em dia, sem que se falar de doenças sexualmente transmissíveis! Eu disse CRIANÇAS! Bons tempos em que se falava do lúdico, do amor entre um casal, posteriormente, em família e a sua formação e origem. Bons e idos tempos em que se educavam os filhos para respeitar as filhas dos outros! Hoje em dia, se eles não partirem para o ato, são chamados de bicha, isso quando não são atacados pelas meninas "de família" ou, a fim de formar uma, tão inconsequente como sua cabeça! 

Lembrei-me, nem sei porquê, de meu filho menor, todos os dias, me perguntava se eu queria ver seu pinto. Eu, brincava, pois minha vida corrida mal dá tempo para algo a mais. Ele, não satisfeito, me perguntava seu eu não queria ver o pinto dele que estava "dulo"! E, eu dizia que era porque ele queria fazer xixi, mas não satisfeito, oferecia uma troca: "- E meu "bundo", você quer ver..."

Pausa: como ele é menino, possui "bundo" que, segundo o "Orélio Familiar" é o masculino de bunda, coisa que só as meninas têm. 

Voltando: Também pudera! As revistas quando não falam do assunto com todas as suas letras, o fazem em suas fotos. Os anúncios são todos direcionados ao prazer infinito, quase orgasmático, que um sabão em pó pode proporcionar a um casal! Vender carro tem que ser à base de mulher de calcinhas sumárias e sutiãs minúsculos! Cerveja é sinônimo de mulher pelada e perfeitamente redonda! Até mesmo, desenhos animados, possuem mulheres estonteantes, semi-despidas, com os bicos dos seios entumecidos, gerando a curiosidade das pequenas mãos que passeiam por sobre nossas blusas a fim de ver se aqueles pontinhos existem nas suas super-mães, também. 

Fica difícil, muito difícil, educar nossos filhos da forma que gostaríamos de educá-los. Resta-nos acreditar em índole e princípios genéticos como aliados a fim de que possamos fazê-los ver, futuramente, o sexo não como banalidade, nem como fonte para sucesso, mas como uma coisa natural, de respeito e, principalmente, entre quatro paredes.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

27 Anos de Saudades


Hoje eu não vou escrever sobre nada que me aconteceu. Não vou discutir sobre os assuntos polêmicos que nos cercam dia após dia. Não parei e nem vou parar na Banca de Jornal do meu amigo da esquina para ler as manchetes que se repetem. Não vou criticar o Governo. Não vou falar da pobreza, da fome, nem mesmo discutir se a NASA vai encontrar vida em Marte. 

Vou falar de Saudade. Amar dói, mas a saudade dói mais. No amor, está meio que implícito que existem dois seres, o que ama e o que é amado. Na saudade, existe uma pessoa apenas, repleta de lembranças e imagens que não se apagaram com o tempo e que deixaram marcas profundas. Está faltando um pedaço de nós e de nossas vidas, pedaço arrancado do todo. Talvez, por essa razão, não exista a palavra saudade na língua inglesa. A forma que encontraram para defini-la é faltando (missing). 

Hoje, ao ouvir o rádio cedinho, escutei Iolanda de Chico Buarque e prestei atenção na letra que este compositor fez para sua mãe. Uma frase dita me tocou muito fundo: Se é para morrer quero morrer contigo... e a outra coisa que completaria essa frase marcante é que a solidão se sente acompanhada. Me peguei com as lágrimas escorrendo livres pelo meu rosto. 

Tudo isso, porque há 27 anos atrás, eu respirava aliviada, vendo meu pai saindo de um hospital e indo para casa. Um coração tão lindo e puro, havia brincado de querer parar. Mas, esse mesmo coração, vendo meu desespero de filha apaixonada, resolveu dar uma trégua e deixou que ele voltasse para o nosso cantinho. Quando ele chegou em casa, lembro-me que, repeti o gesto que sempre fazia deitando a cabeça sobre seu peito para ficar ouvindo as batidas de seu coração. Não sei se para matar a saudade daquele hábito que era só nosso ou se para me certificar de que ele estava, realmente, ali e que tudo não passara de um susto! 

Se eu via meu pai com os olhos de uma filha apaixonada, imaginem depois de um enfarte. Meu ídolo e maior amigo, meu filho, meu rei, meu guerreiro, minha luz. Pensem em qualquer palavra bonita e de força e ele, certamente, era isso para mim. Éramos uma dupla perfeita, a corda e a caçamba. Quando eu ia ele já voltava. Nós conseguimos transformar a nossa relação de pai e filha em uma relação de amizade, lealdade, sabedoria e cumplicidade. 

Dois dias depois, numa quinta-feira antes do carnaval, saindo de casa para trabalhar, dei-lhe um beijo e ele me disse, "- Fica comigo"! Eu brinquei que alguém precisava pagar as contas. Monitorava meu pai, pelo telefone, constatando que seu coração estava ativo. Meio-dia, falo com ele que me pede para comprar uma máscara de carnaval para sair no bloco dos enfartadinhos. Uma hora depois, sou avisada de que seu coração havia parado e de vez. 

Não sei como sobrevivi ao choque. Pensei em minha mãe, que estava com ele e seu desespero. Acho que isso foi o diferencial entre surtar e ter a calma que tive para voltar pro nosso cantinho e encontrá-lo lá, sem aquele sorriso nos lábios, esperando para me receber e me acarinhar. Ajoelhei-me ao seu lado e perguntei "- Por que!" Onde foi que errara, o que eu deixara de fazer! Por que não pude, pelo menos, dizer adeus ou até qualquer hora! Era toda a minha referência de vida que estava ali, sem vida, me deixando e sem me pedir licença, sem ter volta. Juro que olhei pro armário onde ele guardava um Taurus de calibre 38 e quase fiz uma besteira. Se era para morrer, eu queria morrer com ele. Mas, parece que ele me dizia que eu tinha que ser o homem da casa, cuidar de minha mãe que só me olhava desolada, tentando ser a fortaleza que sempre foi. Um, realmente, completava o outro. E eu, a partir daquele dia, teria que ser parte de uma dupla desfeita. 

Hoje, meu coração está apertado. Eu vivi a esperança de que iria dar certo quando o vi entrar em casa, andando. Por mais que passem os anos, a saudade, essa coisa doída demais, sempre me maltrata nessa época do ano. Descobri que a frase da música Iolanda que me tocou, ao falar que se é para morrer, quero morrer contigo, não precisa, necessariamente, ser a morte física. Uma parte de mim, se foi em fevereiro de 1991. Sou o que restou. 

Oh pedaço de mim, 
Oh metade arrancada de mim, 
Leva o vulto teu 
A saudade é o pior veneno 
É pior do que o esquecimento 
É pior do que se entregar

E eu não me entreguei, quase aconteceu, mas eu resisto dia a dia, só eu sei como é penoso conviver com uma ausência tão presente. 

Pai, 
Vem brincar de vovô com meu filho 
No tapete da sala de estar

E eu nunca verei esta cena...  


terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Baile de Máscaras













Você é Pierrot
Eu sou Colombina
Você é todo másculo
E eu, puramente, feminina.

Nossos olhos se encontram 
E, ao se cruzarem, brilham
Nossos passos descompassados
Se procuram e se trilham.

Nossos corpos trêmulos 
Se abraçam e se aquecem
Nossas bocas sedentas
Em um beijo enlouquecem.

Não vejo seu rosto
Como você não vê o meu
Mas meu coração reconhece o amor
Da mesma forma que o seu.




segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Dentro do carro, a cem por hora, meu amor...

Hoje, ao ouvir músicas no Taxi onde estava, fiquei saboreando estrofes como quem saboreia o manjar dos deuses. Ando com o estado de espírito debilitado e minha sensibilidade aflora mais do que nunca. Ao entrar no carro pensando na atividade rotineira para a qual estava indo, tive ímpetos de pedir ao motorista para que parasse o veiculo, pois eu queria descer... Me peguei querendo descer do mundo!

O santo motorista estava escutando um CD feito por ele e que me fez viajar nas palavras e frases, mas, principalmente, nas entrelinhas e nos meus anseios em resolver meus problemas.

A primeira música que me despertou os sentidos foi Léo e Bia, exatamente, na parte que diz que falar de amor requer maestria. Sim, o amor requer maestria, requer quem nos guie para que, juntos tenhamos a mesma vibração e sintonia. E Léo e Bia souberam amar! Eu... Eu, ainda, estou aprendendo a solfejar o amor. Talvez, eu demore um pouco, depois de descobrir, por exemplo, que não só os meus castelos nascem dos sonhos... E Léo e Bia souberam sonhar!

Logo eu, sonhadora de carteirinha, sindicalizada pelo Sindicato dos Eternos Amantes à Moda Antiga, vi que estou desafinando ou me especializando no famoso samba de uma nota só. Ando repetitiva, sem inspiração e, tudo isso, graças ao amor que tem andado mais para "paralelos do ritmo" do que uma orquestra.

Logo eu que não escondo o que sinto porque me denuncio, seja com um olhar, com à lágrima que escorre , com o sorriso sem brilho ou com a cabeça baixa! Meu silêncio tem o poder de dizer todas as palavras e meu pranto o de apagar os melhores sorrisos que dei, as lembranças do que vivi... Tudo isso porque  Sentimental eu sou... Eu sou demais!

Quero ser carne e unha, quero que meu coração bata forte em uníssono com o de meu amado até confundirem ou se fundirem num só. Assim como nossos corpos que são duas forças que se atraem, quero voltar a viver sonhos lindos e, principalmente, concretizá-los. Mas, me falta uma coisa: falta-me ser e agir como Léo e Bia e junto com "meu Léo" adquirir maestria para, enfim, aprender o que é amar!

Assim como canções, as paixões são imortais. Por isso, leve o tempo que eu precise, eu amarei até que minha mortalidade não mais me permita. Entretanto, preciso de maestria na paciência e na devoção. Preciso ser a metade da laranja, ser a amada, a amente, a paixão tórrida de alguém. Da mesma forma, preciso amar como se fosse a primeira vez e a única e, novamente sentir o prazer de ver alguém me fazer feliz!

... Seu infinito sou eu! Sonho com isso!

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Mudar: vale a pena?

Hoje eu li o seguinte trecho: " O mundo não se beneficia do excesso de críticas da mesma maneira que se beneficia do amor. Quantas vezes você mudou por alguém que o criticou? E por quem o amou?" e me peguei perguntando quantas vezes fiz os dois. |Inúmeras! Incontáveis! E me perguntei, em seguida: valeu a pena? Não!
Digo isso que sou uma pessoa consciente de que não podemos viver camaleonicamente para agradar aos outros porque a recíproca não é verdadeira em quase 100% dos casos. A cada cicatriz, mágoa, danos psicológicos que só alguns anos de análise podem resolver. A cada mudança perdemos nossa essência e criamos uma armadura que nos impede de sermos quem somos e, pior, de enxergarmos nossos erros. Deixamos de acreditar em nós e passamos a ser uma fantasia, uma utopia, tanto para nós como para com quem convivemos.
|Então, a melhor mudança a fazer é não mudar por nada e ninguém, mas sim mudar essa mentalidade de esteriótipos que temos que ser para sermos aceitos na sociedade. Se não nos aceitarmos com todas nossas falhas, defeitos, biótipos, sexualidade, qualidades, ninguém nos verá como somos de verdade. Seremos, eternamente, um pano de fundo para a realidade e pisaremos em ovos, sempre, para não incorrermos no erro de deixarmos nossa máscara cair.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Amigos - melhor tê-los do que perdê-los

Ontem, assisti um filme chamado Mulheres... Sexo Forte e achei muito interessante a temática em si do filme. Quatro mulheres, quatro amigas, sendo uma solteira de meia idade que só pensa em manter o emprego dos sonhos e por isso abre mão de filhos, namoros, chegando ao ponto de trair a confiança da amiga para garantir seu lugar no trabalho e, claro, fica sem o emprego, mas ganha o perdão da amiga porque amigos perdoam. A outra, de tanta desilusão com os homens passa para o lado de lá e se assume lésbica. A terceira parece daquelas que vive em um mundo que não existe. Mãe de quatro crianças (escadinha), começa o filme engravidando da quinta porque quer tentar um menino. Estilo "sempre cabe mais um". E a última, a artista principal, casada com uma personalidade importante do mundo financeiro de NY, podre de rica, desenha roupas para a loja do pai, dessas lojas que não dão lucro, mas que é o que ela gosta de fazer. Ao mesmo tempo mesmo sendo esposa de milionário, não tem uma brecha para ir na manicure ou dar um jeito no cabelo, anda com roupas que parecem ser compradas em mercado das pulgas e com direito a galochas de borracha, porque ela é quem planta as alfaces que come, ela que coloca o piso do banheiro quando tem reforma, essas coisas que só as mulheres americanas fazem porque são super-mulheres. Um dia, ela vai à manicure, na SACS da Quinta Avenida (não sei por que ela não faz as próprias unhas e corta o próprio cabelo, já que é a Mulher Maravilha, mas, enfim, já que é pra outras fazerem, vamos logo na SACS e não no salão de beleza da esquina...) e descobre pela profissional fofoqueira que o marido a traía com a moça que vende perfumes na mesma loja. E o filme se desenrola. O final é muito bom e bem ao estilo americano de dar tudo certo para todo mundo. 

A filha da ricaça, que faz tudo em casa, não tem tempo de conversar com a mãe que está sempre ocupada. Por isso, adivinha com quem ela tira suas dúvidas sobre tudo? Com a amiga da mãe que não quer filhos porque não pode perder o emprego, nunca se casou e nunca soube como lidar com crianças além de nunca ter tido uma relação sólida para saber as venturas e desventuras de uma vida amorosa. A menina não come, mas fuma escondido porque o cigarro tira a fome e emagrece. Não preciso dizer que a menina era magra quase esquálida! Mas, ela segue os rígidos padrões ditados pela moda: todo ser humano feminino tem que ter medidas de modelo, isto é, tem que se vestir usando uma roupa de uma única listra. Se usar duas listras, está gorda! Tem uma cena onde, num almoço, uma modelo, faminta, está num mal humor terrível e sua namorada, a amiga lésbica, justifica dizendo ser fome. De repente, elas procuram a Natasha (toda modelo tem que ser Natasha?!) e esta aparece comendo, disfarçadamente, uma folha de guardanapo com um copo d'água. Trágico se não fosse cômico, mas é isso que acontece. Bom, numa resumida básica, a ricaça resolve colocar o marido para fora, mas seguindo conselhos da mãe, que dá a entender que toda mulher é chifruda de nascença, começa a fazer ciúmes para o marido com o objetivo tê-lo de volta porque "as amantes, seja lá quantas forem e vadias por natureza, passam e a família sempre prevalece"! A filha resolve mudar o visual, dá lição na fofoqueira que, por sua vez, conta tudo para a amante - fofoca é uma minhoca que se torna uma anaconda e devora, consome e mata - e dá seus primeiros passos rumo ao estrelato como estilista consagrada. E todas, inseparáveis, com todas as traições, conflitos, falta de diálogos, participam do parto do menino tão sonhado (sendo hilária a reação da amiga homossexual ao ver um o bebê nascer!).

Em seguida, eu vi o filme Sex and the City onde, quatro amigas inseparáveis, dão todo o apoio à personagem principal, Carrie, que foi deixada no altar pelo seu grande amor, o Big. O apoio foi tão grande que elas vão para a lua de mel com a Carrie e tentam, de todas as formas, fazê-la voltar para à vida. E entre trapalhadas, cenas divertidas da Samantha, a dúvida se reatar o casamento ou não de Miranda e a gravidez tão sonhada de Charlotte, o filme se desenrola, a vida segue, o amor acontece e o principal, a amizade é o ponto de apoio de quatro pessoas que passam por tudo, juntas, graças ao companheirismo, à cumplicidade, ao amor que cada uma sente pela outra. 

Não me lembro em qual dos filmes ouvi uma frase que me marcou muito. A frase era mais ou menos assim: "Estou com medo de estar vivendo a Síndrome do Membro Fantasma. Você perde um pedaço importante do seu corpo, mas sente como se ele, ainda, estivesse lá."

Em ambos os filmes um homem teve o poder de acabar com uma relação e fazer com que a mulher que lhe dedicava não só amor, mas os seus melhores momentos, sentimentos, pensamentos, sonhos e como se não bastasse, continuava ali, fosse na traição que não cura a dor da ferida, na falta de caráter de dizer, pessoalmente, que tinha medo de compromisso, na mágoa que ambos causaram com direito à dor, a perda de auto-estima, de achar que uma parte de si tinha sido arrancada, menos a maldita memória e lembrança... E, seja em qual for o filme que essa frase foi dita, graças a amizades sólidas, a heroína principal saiu do outro lado.

Eu recomendo os dois filmes se vocês quiserem rir, pensar, mas principalmente, se desejarem saber como a vida muda e como fazer para tomar as rédeas desse trem desgovernado que ela se torna. Claro que não são filmes cheios de questionamentos psicológicos, muito menos de auto-ajuda. Eu diria que são filmes gostosinhos que, nas suas comicidades e cotidianos fantasiosos, pelo menos, fazem a gente ver que essas coisas são normais, estão aí sendo retratadas com doses de humor e que o que nos salva, no frigir dos ovos, são as nossas amizades, aquelas que se dedicam a nós! Não importa o que possam pensar os outros, os verdadeiros amigos largam tudo para nos ajudar a sair do buraco. Os amigos têm sempre um espaço em suas vidas e agendas lotadas para nos resgatarem, nos consolarem e nos mostrarem o quanto somos importantes para elas e para nós mesmos. Quem tem amigos, deve saber conservá-los. Quem tem amigos, deve sempre pensar em não magoá-los porque a vida é efêmera, as relações mudam, acabam, são traídas, voltam ao zero para serem recomeçadas... E o que fica, depois de um turbilhão, são os amigos de verdade.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Cinquentinha... Com corpinho de cinquentinha!!!

É... Estou chegando perto de comemorar uma data histórica: Cinquenta anos! São cinquenta anos de aprendizado, tombos, ralação, mas também de muita alegria e conquistas.

Claro que nunca foi fácil. Aliás, nada comigo vem fácil, mas com certeza muita coisa foi embora fácil e sem explicação ou razão que a própria conheça. Diz o dito popular que tudo que é mais difícil é mais gostoso. Mentira! Claro que facilidade demais não é bom porque se até o santo desconfia, que dirá euzinha, uma pobre e reles mulher brasileira que insiste e não desiste de ser feliz?! 

Agora, mais que nunca, nesse momento eu costumo fazer reflexões sobre a minha forma de viver, o que fiz, deixei de fazer, o que sonhei, o que plantei, o que colhi... Balanço amplo, geral e irrestrito. Não sei se quero esquecer, propositalmente, de muita coisa que fiz ou se a memória já mostra o desgaste do tempo, mas existem fatos, pessoas e situações em que, se pudesse voltar atrás e corrigir meus atos e discursos, eu faria. Magoei e fui magoada. Ouvi, li e vivi coisas que não merecia e pode-se dizer que retruquei à altura. Pois é, sou humana e erro como todo mundo. Mas, como poucos, assumo e me desculpo. Acreditem, o tempo ajuda a gente a reconhecer os erros e a falar "perdão" com mais facilidade.

Esse ano, em especial, foi o ano onde as amizades foram postas à prova. Aqueles que eu julgava amigos de todas as horas fugiram ao primeiro sinal de naufrágio do meu bote (não posso ter um iate ou navio... Ah, maldita pobreza!!!). No entanto, pessoas que nem imaginava se mostraram fieis cães de guarda da minha sanidade, do meu amor próprio e da minha família. Para os que me deixaram à deriva, o meu eterno carinho e a certeza de que, se acontecesse há alguns anos atrás eu estaria rogando "pragas malígrinas"... rsrs.  Vocês podem se considerar pessoas de sorte! rsrsrs Aos que me deram todo o suporte, que agiram como seres humanos, dividindo o peso para multiplicar a força, eu não tenho palavras que definam minha gratidão. 

Como qualquer pessoa, eu sonhei. Ah... Como eu sonhei! Se é para sonhar eu me penduro na Torre Eiffel e pulo de asa delta neles, sem medo de ser feliz! E, como quem arrisca, eu dei com a cara em muita parede de incompreensão, de solidão acompanhada, de frustração, de incerteza mais que certa... Mas, não me arrependo porque foi me levantando (ou em processo constante de tentativa de me levantar) que me moldei uma pessoa melhor. Foi sendo desrespeitada que aprendi a respeitar. Foi passando apertos que aprendi a dar valor a tudo que tenho. A gente só aprende errando... 

Enfim, se eu pudesse dar um presente a mim mesma eu me daria um conselho e procuraria segui-lo à risca: Não deposite sua felicidade nas mãos de outra pessoa. Confie mais no seu taco, usufrua da sua liberdade de ir e vir, de ser e pensar. Ame alucinadamente, como se não houvesse amanhã, mas com os pés grudados no chão, porque o amanhã existe, acontece e nem sempre do jeito que se espera, logo, estar preparado para as rebordosas é a estratégia para não fenecer. E acredite que tudo que faz você sofrer vai passar. Afinal, tudo nessa vida é passageiro, menos o trocador e o motorista!

Feliz cinquenta anos pra mim! Que Deus me dê saúde para comemorar os meus cem anos com um belo baile mela fralda geriátrica!!!! Amém!!!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Vou sobreviver? Vou sobreviver...


Quando me lembro do que me aconteceu quando lhe conheci, eu me pego pensando se faria tudo de novo. Se valeria a pena abrir a porta de um baú de fantasias e sonhos reprimidos e vivê-los, novamente, ou se eu faria diferente, eu enterraria esse baú o mais profundo que fosse ou jogaria em alto mar, para que, ao sabor das ondas, eles, meus sonhos, ambições, fantasias e carências se afastassem com a maré.

Até hoje não sei se fiz a escolha certa, a de viver intensamente, passionalmente e apaixonadamente cada experiência. O futuro, que está tão presente em certas horas me dirá que não, mas o presente que toda hora se transporta para um delicioso passado diz que sim. É nesse dilema que habito. É nessa encruzilhada que me perco. E tudo o que eu quis, nessa loucura de vida, era amar e ser amada por você.

Faço de tudo para me tornar presente, mas como todo ser humano, sua presença só é sentida quando se torna ausente. Eu ando na contramão da vida porque sua ausência cada dia que passa  se torna mais presente e, como eu li um dia desses, a palavra "saudade" consegue reunir poucas letras que, somadas, causam um estrago fenomenal! E causam mesmo!!! É legal sentir saudades do que nos fez bem, mas quando esse bem é concreto, está junto mesmo longe e é seu, mesmo nunca tendo sido, a dor se torna visceral! Ela se torna profunda, é na alma, não se respira, ela vai e vem como a maré onde o baú de lembranças flutua! A gente se afoga nela! 

Que você não seria meu eu já sabia. Não foi por falta de palavras ditas sem piedade quando bastava um sorriso de atenção, sem compromisso, mas com respeito ao que se viveu. Por mais que você diga não eu existo e eu sou isso ou aquilo, eu não sou nada. Porque, quem é algo merece mais que uma frase feita. Merece, como eu penso e faço, saber o que representou, o que ainda é, o que marcou e marca, o que você espera dela e nunca vem... E por que nunca vem? Porque o que você gostaria que viesse está sendo dado para outra pessoa que não você. Uma pessoa que você só sabe o nome, só viu a foto, só vê que faz ele feliz e que você odeia! Que você só torce para ela ir embora! Só deseja que ela desista e, aí então, você voltará a servir para ouvir, para acalentar os medos e decepções, para dar amor, esse amor guardado em seu peito como um punhal que futuca e machuca e precisa ser liberado e aceito pela pessoa amada... Isso até ele achar outra que sirva e, aí, você volte para o anonimato que lhe pertence e para o lugar e momentos já esquecidos do qual você fez parte...

Eu queria um mundo inteiro só com você. Um mundo colorido, perfeito, com sorrisos, cumplicidade, carinho, olhos nos olhos, construído tijolo por tijolo, dia a dia. Eu não tenho nada! Tenho, quando muito, segundos de uma tela de computador... Nem mais a vontade de me ver existe mais... Para mim, restou isso, para ela ficou o filé. Tudo é dela, para ela... Aí eu vejo que não dá para concorrer com a idade. Não dá para concorrer com a distância que ajuda a ela e a mim prejudica... Ou melhor, até daria, mas não dá para concorrer com ela e o que ela passou a representar na sua vida. É sofrido, mas é a verdade.

Eu digo que perdi tudo, mas não posso ter perdido o que nunca existiu. Tudo isso só existiu nos meus devaneios e estes serão colocados no baú e jogados fora, para que o mar os leve... Se a maré trouxer de volta, espero que não me encontre. Se encontrar, que eu esteja curada dessa doença chamada amar sem ser amada. 

A resposta para o começo desse desabafo está aqui: Não! Eu não faria tudo de novo! Eu disse, várias vezes que faria e sofri em todas, de forma insana, dolorida, cruel. Hoje, eu estou no meu limite da dor, apesar de não estar preparada para o que você pensa ou vai deixar de pensar... Mas, arriscaria dizer que a dor da perda é menor que a dor de não ter de verdade e achar que se tem... Que a dor de nunca ter sido nada... Eu não quero mais ter o resto da vida que me resta para me arrepender. 

Você não vai sentir a minha falta, eu garanto. E eu? Eu vou. Muito. Demais. Vou me rasgar, morrer e, depois, renascer. Vou sobreviver!

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Renascimento

Essa é a palavra chave para definir esse feriado. Não é pra descansar o corpo, a mente, sair, beber, farrear com os amigos. Esse feriado de Páscoa é para uma reflexão. É para sermos mais humanos e entender que cada qual tem sua cruz. Cada cruz, um peso e esse pode ser amenizado quando pessoas se dispõem a nos ajudar sem nada pedir, pelo simples prazer de fazer o bem. Renascer não é apenas o ato de ressuscitar pregado pela Igreja Católica do Cristo pregado na cruz. Renascer é buscar dentro de si uma nova pessoa, se possível, melhor que a que existia e incorporá-la a fim de que agregue valores positivos, sempre!

Eu posso dizer que precisei descer ao fundo do poço para descobrir que tinha forças para renascer. Precisei reavaliar minha vida, minhas seguranças, minhas certezas que eram tão verdadeiras que, ao se perderem fizeram meu entorno se estilhaçar. Eu fui avaliada, julgada, crucificada por ser uma pessoa amiga, fiel e presente. Ao invés de me estenderem a mão, me jogaram palavras que me feriram mais que espinhos. Sangrei. Caí. Deus sabe como foi complicado me levantar e provar pra mim mesma que a vida era bem mais que o meu entorno espatifado. 

Hoje, não acredito mais em sonhos fantasiosos e nem em premonições mirabolantes. Hoje, acredito em minhas pernas que me guiam tendo como motorista o meu cérebro e não mais o meu coração. Aprendi a ser dura. Entretanto, sou a candura com quem merece. Todas as incertezas se foram. As certezas se resumiram a duas: eu estou viva e a morte um dia chegará. Não acredito em promessas, em amores, em almas gêmeas, em encontros, em destino, menos ainda em sintonia de almas e pensamentos. Hoje sou pão através do meu corpo físico e sangue através de minhas veias e graças a eles e a fé inabalável no Pai que não nos desampara, que me sinto viva. 

Dos muitos conhecidos recebi sessões de psicologia barata gratuita. Afinal, o que é a pimenta nos olhos dos outros? De quem julgava amigo, recebi a dor da indiferença, a crueldade das palavras e morte da alegria que existia em mim. Hoje, sou fruto do meio. Não ofereço a segunda face e não aceito o beijo doce da traição. Tenho meus pés firmes e sólidos no chão e nada e, principalmente, ninguém vai conseguir me derrubar porque na fraqueza encontrei a força, na estupidez humana encontrei a sabedoria, no amargor das palavras proferidas encontrei o silêncio calmo que me ensinou a escutar mais do que dizer. No afã de ser útil me fiz inconveniente, mas apesar disso, continuo acreditando que todos, inclusive eu, temos que servir ao próximo. 

Páscoa é renascimento e eis-me aqui, nascendo de novo para uma vida que não sei bem onde ou quando terminará, mas sei que há de ser como eu mereço, afinal, eu mereço ser feliz! Amém!

segunda-feira, 5 de março de 2012

Mulher

Mulher é um ser estranho! Repleto de segredos e truques, que mascaram sentimentos profundos e transparecem, ao mesmo tempo, em toda a sua plenitude. 

Mulher é um ser complicado que sofre, até, por quem não conhece! Porque seu coração é grande, mas tido como fraco, porque sua mente é movida pelo sentimento e, jamais, pela razão que, supostamente, seria forte nesta relação. 

Mulher sangra! Não só o sangue que se diz incômodo e que mensalmente a transforma em bicho esquisito! Mulher sangra por dentro a dor de quem sofre, da mesma forma que chora e sorri, mesmo sem vontade. Mulher tem várias faces, não por falsidade, mas para fazer feliz a quem ama, mesmo que isso signifique se rasgar por dentro! 

Não sei o porquê de ter sido premiada com o útero e com este, ter o dom de gerar vidas! Talvez por ser esta mescla de absurdos. Ora forte, ora fraca, ora poder, ora simplicidade. Razão e sensibilidade! Sim... Talvez seja esta a razão que a própria razão desconhece! 

Ser mulher não é ser mais uma e, sim, ser a principal! A que povoa medos e sonhos, a que desmascara desejos e receios. É ser sinônimo de inferno para uns e paraíso para outros... 

Embora sendo mulher, pouco sei para dizer algo que diga o porquê de sua criação. Sei, contudo, de uma coisa: mesmo sendo esse ser raro e antagônico, sou feliz por ter nascido mulher! Por dizer verdades com os olhos mesmo que repletos de lágrimas! Por dar meu coração de braços abertos mesmo que para ser ferido! Por dar meu corpo e meu amor e, com esse ato, fazer a vida continuar, apesar do Mundo estar se destruindo e não nos permitir nos redimir pelos erros que nossos filhos cometem. 

No fundo, eu acho que Deus, que é Onipotente e Onipresente, tem um quê de feminino ou conhece esse universo como mais ninguém! Por isso, nos fez assim, belas, de todos os tipos, tamanhos, sabores e com a alma ímpar que só a mulher sabe ter! A alma grande como um útero, que gera a vida e que é capaz de perdoar, apesar de ter morrido por dentro, tudo em troca de um sorriso doce e de um amor sincero e recíproco! 


Um dia, 
Vivi a ilusão de que ser homem bastaria 
Que o mundo masculino tudo me daria 
Do que eu quisesse ter. 
Que nada, 
Minha porção mulher 
Que até então se resguardara 
É a porção melhor que eu trago em mim agora, 
É que me faz viver! 
Quem dera, 
Pudesse todo o homem compreender, 
Oh mãe, 
Quem dera! 
Ser o verão, o apogeu da primavera! 
E, só, por ela ser! 
Quem sabe, 
O super-homem venha nos restituir a glória 
Mudando como um deus 
O curso da história, 
Por causa 
Da mulher! 


Feliz Dia 8 de Março à todas as mulheres do Mundo! E feliz do Homem que sabe dar valor nos demais 364 dias do ano, mesmo que se esqueçam de comemorar ou agradecer pela nossa existência ou companheirismo, nosso amor e nossa cumplicidade. E, para os que não encontraram sua amada, sua mulher, sua amante, ainda, lembrem: ela existe! Basta se dar uma chance de ver através do impossível! 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Lembranças antes de ir

Você já viu uma propaganda da Honda que fala das lembranças? Lembranças do que se viveu? Que no fim só restam as lembranças e coisa e tal?  Pois é... São tantas coisas para dizer, para processar nesse emaranhado de lembranças... Coisas pequenas se tornaram tão insignificantes quando já foram tão importantes, mesmo sendo pequenas... E os momentos prazerosos... Lembranças!!! Será que, ainda as tenho todas, intactas? Ou será que fui me tornando fria em sentimentos e dando mais valor ao intrépido, ao desconhecido, ao distante e esquecendo o que, realmente, me faz bem, apesar de tudo? Fui deixando morrer, do meu lado, aqueles que precisam de minha atenção, meu carinho, meu abraço? Ah, um abraço gostoso... E os beijos, as mãos dadas? 

É... Viver só de lembranças tem desvantagens. Vamos criando e cultivando vazios, depressões e aumentando nossa baixa estima. "Vamos nos sentindo obesos pelo sedentarismo do amor". Li essa frase e nunca mais esqueci! Vamos matando nossos sonhos, afogando nossas mágoas numa simples tela de computador. Apesar de lutarmos contra, a vida nos prega peças e, às vezes, tira o sorriso do nosso rosto dando lugar a dor... Mas, isso é problema seu? Não, claro que não! Da mesma forma que não é meu ou nosso, assim como ela, a dor, nem sempre vem para nos castigar, mas sim para nos fazer mais fortes. O problema é que, geralmente, nos agarramos a ela, transformando o belo num sofrimento interminável. E assim, ao invés de corrermos atrás de uma solução para mandar essa dor para bem longe, nós preferimos remoer remorsos, saudades, traumas e lembranças... 

Você, ainda, é a melhor das lembranças, mesmo que eu tenha consciência de que o caminho que tomei era um caminho torto na busca da minha felicidade e que me gerou dores, traumas e carências maiores do que quando comecei. Hoje, de cabeça fria, de coração empedrado e pesado pelas coisas que vivi, sem sentimento (quero dizer de forma imparcial) e lotada pela razão eu vejo que, se você tivesse estalado um dedo, eu o seguiria. Largaria meu mundo! E eu faria de tudo para ser "a' pessoa, "o" especial, "a" emoção, "a" vontade diária de estar ao meu lado. Entretanto, o que me restou foi afogar minha mágoa na tela do computador e, quando muito, ler um "oiee", um cumprimento e o desejo de algo de bom, como um "super findi ou um dia feliz"... Como se fosse possível ter mais que isso sabendo que as perspectivas de rever você, razão de parte da minha felicidade são, praticamente, nulas... Que me tornei uma pessoa da qual você mantém distância e não faz questão de se aproximar... Que fui sufocante quando pensava ser amiga... Nem sei se lhe sobraram lembranças, mas para mim sobraram não só as boas vividas, as ruins, mas até as que ficaram em promessas veladas ou fantasias não realizadas, mas sonhadas até hoje...

Estou viajando amanhã para a "Terra dos Sonhos", da fantasia, onde tudo é possível, ou deveria ser... A letra da música da Disney diz: "When you wish upon a star, there is no difference who you are... When you make a wish, it will be come true..." Então, eu vou procurar a estrela que faz os sonhos se transformarem em realidade, como diz a música e, certamente, emocionada farei um pedido: o de voltar a ver o rosto que, quando me via, me sorria com um sorriso duplo, o dos lábios e o dos olhos, que apertava minha mão como demonstração de desejo, que colava o corpo ao meu e me abraçava sem medo ou reservas... Se eu não conseguir encontrar a estrela, que me sobrem muitas lembranças e que elas jamais se apaguem porque se é tudo o que eu tenho e terei, que sejam eternas.

Fica com o meu amor, com meu coração, minha saudade e a certeza de que, hoje, isenta de qualquer depressão ou carência, eu repetiria tudo de novo com um porém: não incorreria mais em muitos erros meus e não aceitaria muitos erros seus... Ou não, repetiria tudo talvez, porque eu teria você de novo, sem reservas, sem regras ou dogmas. E isso valeria a pena! 

Adoro você! Amo você! Um amor amadurecido, mas amor de verdade. Sem mágoas, sem choros, apenas amor!

Presente: Uma música linda! A letra, então, nem se fala!  

Ah, vou ver se consigo tirar a foto do Pateta que eu pedi e que você não conseguiu! Lembra? Eu lembro... Está nas minhas muitas lembranças! rsrs

terça-feira, 29 de novembro de 2011

E, finalmente, acabou!

Ela sempre foi uma pessoa comum, mas de uma capacidade de acreditar nas pessoas e nos sonhos que poucos tinham e têm. Casou-se por amor, teve filhos lindos e levava uma vida normal, como qualquer mulher de meia idade. Como tudo na vida, a rotina estraga muita coisa. O que antes era belo naquela mulher passou a ser comum e, mais para frente, passou a ser feio. Ela foi se aquietando na vida e se esquecendo de si. Não se olhava. Não se achava, sequer sonhava ou acreditava como antes nas pessoas a sua volta.

Um dia, do nada, ele surgiu. E, o melhor de tudo, ele a viu. Com todos os seus defeitos, com toda a sua fragilidade por não ser nada de especial, exceto uma mulher de meia idade de vida comum, com sonhos engavetados. Ele a enxergou mesmo estando descrente de tudo e todos. E ele deu a ela o brilho dos olhos que encantava aos jovens, lhe deu sentido para ver a vida com brilho, lhe deu sorrisos em troca de olhares e olhares em troca de sorrisos. Ele lhe deu a oportunidade de sonhar e de acreditar nas pessoas.

Ela se apaixonou por ele, mas ele não se apaixonou por ela. Ela nada mais foi que uma válvula de escape para problemas que ele tinha e que não podia resolver por falta de opção e coragem. No momento que ele conquistou os dois, ele se foi e a deixou de lado. Ele não lembrou que quando ele chorou, ela lhe ouviu e secou suas lágrimas com beijos e afagos. Ele se esqueceu de que a vida não nos dá somente sonhos cor de rosa. Como ele, ela tinha vários problemas e com ele ela procurava a cumplicidade para achar soluções e não para gerar mais complicação para quem já tinha tantas coisas para pensar. Ela estendia as mãos sempre que ele estalava os dedos. Ela corria ao seu encontro quando ele queria... Nunca quando ela desejava porque ele nunca podia. Ela viveu para ele e por ele. E ela se contentou em não ser nada, apenas a velha válvula de escape.

Quando um dia esse homem conheceu uma mulher livre e mais nova, não pensou duas vezes. Chutou covardemente aquela que só lhe dava o que melhor possuía. E se ela não estava nos melhores momentos da vida, talvez ele tivesse sua parcela de culpa porque ele nunca podia ajudá-la quando ela precisava, mas somente quando ele queria. E, o mais cruel, não se importou de mostrar seu caráter usando de ameaças para se livrar do estorvo que antes lhe servia.

A mulher sofreu muito e apesar de tudo o que ouviu, ainda o perdoou. Coisas que só quem ama muito pode entender, mas não compreender... Ele está vivendo o que não viveu na juventude por ter casado cedo. Está vivendo um sonho de liberdade ao lado de uma pessoa livre, com amigos em comum e atividades afins. Aquela mulher mais velha, o poço de problemas, não serviu para nada, sequer para uma amizade depois de tantos segredos compartilhados, tantos olhares que diziam tudo...

Ele, agora, tem passado por incertezas materiais. Se ele possui alguma incerteza sentimental, não me interessa. Ele está colhendo tudo o que plantou. E, até mesmo a amizade que a mulher que tanto o amou já não é mais a mesma. Não adianta mais ele estalar os dedos. Ele trouxe de volta para essa mulher uma coisa que ela havia esquecido: seus valores como pessoa. Se ele não soube vê-los, ela soube encontrá-los, escondidos em sua carapaça usada durante anos para não sofrer as indiferenças sofridas em casa e na vida em geral. A indiferença dele tornou-a mais forte. Ela se recuperou e desabrochou para a vida. Pena que ela investiu 4 anos de sua vida dedicando-se a uma pessoa que não a via como ela pensava. Os olhos brilhavam por brilhar. Não por carinho, afeição ou amor. Ela não deixou marcas. Ele deixou cicatrizes, o que é bom. Olhando para elas, certamente, ela se lembrará de que caráter é uma coisa que poucos têm. É coisa de berço e se constrói com bases sólidas.

Vá viver sua vida, Don Quixote! Desbrave caminhos ao lado de sua amada. De agora em diante, caminhos distintos serão seguidos por esse homem e essa mulher. Vamos ver quem vai ser feliz... De coração, ela espera que ambos sejam. 

domingo, 16 de outubro de 2011

Pernonal Aspone - Uma profissão em ascensão!


Nessa minha atual condição de desemprego, graças ao Governo do Estado do Rio que se auto-afirma ser um governo de muito trabalho, estou, realmente, investindo todas as minhas cartas fora do baralho na profissão que lanço, aqui, e que pretendo seguir, a de Personal Aspone, quem sabe de algum político renomado. Só que, estou ficando megalomaníaca, acho que vou pegar mais pesado, vou querer ser Personal Aspone de candidato à Prefeito!

Não consigo ver nada mais excitante, podendo unir o útil, o fútil e o agradável. E, como sou uma pessoa diversificada, globalizada, capacitada, enlouquecida, criativa e porque não dizer, com muito pouco para fazer, assim como eles, tenho idéias mirabolantes e soluções definitivas para todos os problemas da cidade, diria, até, da Nação! Engraçado, estas soluções, sempre, são tão simples, só que estas aparecem, somente, nas épocas de eleição. Como boa Personal Aspone, não perguntarei: executarei e tratarei de elaborar uma lista de itens que poderão ser usados como plataforma para alavancar qualquer candidato nas pesquisas, rumo ao estrelato que é ser Prefeito de qualquer cidade, seja ela aqui, no Oiapoque ou no Chuí!

Não quero pensar pequeno como ficar me preocupando com o sorriso Colgate ou com combinações de cores de gravata versus ternos. Nem mesmo vou me preocupar com a contratação daquele bando de jovens estudantes e aposentados que ficam, desde às 5 da manhã, balançando bandeirinhas, debaixo de chuva e de frio! Essa parte, excitantíssima do trabalho, deixo para meus acessores. Sim, Personal Aspone tem seus, respectivos, Aspones, caso contrário, quebra-se a corrente da mamata! Vou me preocupar, sim, com aquelas soluções mágicas que todos os candidatos tem, como um verdadeiro ataque epilético, em forma de surto, coisa que, depois, não acontece nos quatro anos seguintes, principalmente, em forma de realizações concretas!

Esta semana, ouvi um provável candidato à Prefeitura falando das favelas e da violência que se instalou, tomou posse da cidade e periferias, apesar das UPP's estrategicamente colocadas no entorno do Maracanã, visando Copa e Jogos Olímpicos (e o resto que se dane!). Acho que "periferia" é pouco, podemos dizer que a violência, em todos os seus estágios e formas, se apossou do País! Seja de forma prática como teórica, seja em forma de agressividade explícita ou camuflada. Basta ver nossa tentativa de varrer os corruptos com fichas sujas (o que não é a neura dos anúncios de produtos de limpezas que tiram qualquer sujeira dos cantos mais encardidos). eleitos e/ou admitidos para serem pessoas acima de qualquer suspeita! Mas, voltando para o candidato, este dizia que a solução para as favelas está na parceria do Município, com a "comunidade" (me amarro nisso, me lembra logo Lecy Brandão pedindo "- Benção tia Mariazinha da comunidade da Mangueira", quando comentarista de desfile de escola de samba!). E continuava, temos que levar esporte, educação, cultura, comida e abrir opções de trabalho, etc.

De repente, outro quem sabe pretenso candidato, num discurso meio boiolístico, como se tivesse um ovo quente na boca, diz que a solução está na revitalização das favelas, criando áreas de lazer, abrindo novas frentes de trabalho, levando a escola, novas opções de vida, em parceria com a comunidade, etc... Pausa: Já conheci um Prefeito do Rio que sugeriu a mesma coisa e tinha até o mesmo jeito de falar... Isso pega? Vejam que mudou a forma de dizer a frase mas, no frigir dos ovos, a omelete é a mesma! Saímos deste e caímos naquele, mais comunista e com menos didática que o atual Prefeito mas, a temática era a mesma e a solucionática de igual tom.

Eis que me surge a idéia de começar a procurar a solução ideal para a questão da violência e do crescimento desordenado das favelas que, nada tem a ver, segundo os especialistas de plantão, com a condição de vida e o desemprego, com a falta de estrutua familiar, nem mesmo com a falta de educação do povo que acontece, não por opção mas, sim, por imposição e por questões de uma verdadeira lavagem cerebral que nos é imposta em forma de novelas nababescas, onde os mocinhos cedem ao banditismo porque este traz a vantagem em tudo e nos transforma, a todos, em habitantes do País do Gerson ou, mais recentemente, do País do Lula onde um analfabeto pôde ser condecorado em várias Universidades como Doutor "Honoris Causa"!

Meu discurso diria: " - Caros eleitores, a atual estrutura da organização assume importantes posições na definição dos conceitos de participação geral. Por outro lado, a consolidação das estruturas contribui para a correta determinação das formas de ação. Não podemos esquecer o início do programa de formação de atitudes que facilita a definição das nossas opções de desenvolvimento futuro. Do mesmo modo, a complexidade dos estudos efetuados, oferece uma boa oportunidade de verificação das nossas metas financeiras e administrativas..."

Poderia continuar com o meu discurso em forma de "Embromation Tabajara" pois, é, exatamente, isso que está escrito aqui! Tirei, cada frase, de uma tabela de 4 colunas onde se fala tudo sem se dizer, absolutamente nada. Assim como acontece, em épocas de eleição, muito se promete e nada se faz. Enquanto isso, além de garantir meu emprego de Personal Aspone, nossos ilustres candidatos a Governantes poderão manter sua prática atual, a de jogar palavras e conceitos lindos que, todos escutam, fingem que entendem e que fica por isso mesmo. Enquanto isso, continuamos vivendo em jaulas e o povo do morro que nas chuvas fortes, literalmente, descem para as ruas e cuja maioria é de pessoas decentes, sendo tratados como escória de nossa população!

Ah, Brasil... Esconde a tua cara!!!


O que será que aconteceria se Cabral resolvesse voltar do reduto dos mortos e aparecer para uma visita à Terra Brasilis, descoberta por acaso, mas que, vá lá, de repente, dava certo! Eu dava tudo para ser uma mosquinha e ver a cara dele chegando hoje, neste País e encontrando esse caos que estamos vivendo! Acho que ele iria mandar uma mensagem do estilo: " - Que programa de índio que você me meteu, hein ô Manel! E nem índio nesta terra tem mais. Virou uma "minoria"!!!"

Ele iria começar seu passeio por onde tudo começou. E iria encontrar a festa constante da Bahia que nem parece que é brasileira de tanta felicidade e alegria! Talvez, ele ficasse por lá porque se o Carnaval na Bahia já dura uma eternidade, imaginem se os baianos descobrissem Cabral, saído da eternidade para essa confraternização apoteótical!! Acompanhem a cena: Porto Seguro, a pleno vapor, com todos os tipos de música e rítmos baianos que surgem a cada 5 minutos! Pobre Cabral, aprender a rebolar na boquinha da garrafa ou seguindo o Trio Elétrico da Ivete Sangalo! Do fado ao afoxé, de Lisboa direto para uma boa Lisinalva, pele morena, semi-nua, balançando o bumbum frenéticamente, como se o corpo fosse feito de molas e não de ossos! Mensagem: " - Ô Manel, até que eu tô gostando de não ter índio. Depois eu volto, tem um tal de trio elétrico me arrastando e não dá para ficar parado, ô pá...!!!"
  
E se resolvesse continuar, depois de muito correr atrás do trio elétrico... Quem sabe, dar uma de desbravador, descendo e subindo planaltos, percorrendo essa quantidade absurda de rios... poluídos onde, se pescando se acha tudo mesmo, menos peixe! Tem bota, sofá, pneu, cadáver, garrafa, tem até espuma, oh pá mas peixe que é bom, só com muito mercúrio nas idéias! Doidão! Pelo visto, aquele bando de espelhos que ele não entregou para os índios, poderiam servir para os peixes espalharem carreirinhas de mercúrio a serem fungadas numa viagem caleidoscópica provocada por tanta droga jogada em nossas águas! 

Continuando, parando aqui e ali, chegaria ao Rio de Janeiro, terra do Samba e do Futebol e daria de cara com uma guerra civil rolando solta. Flamengo e Vasco brigando para saber quem é o verdadeiro vice oficial do outro... Não! Isso não dá mais IBOPE! O bom mesmo é a guerra entre policiais e policiais disfarçados de milícias (!), duas grandes agremiações, pensaria ele, disputando o Comando do Crime Organizado! Será que por isso tem tantas placas nas ruas com nome de candidatos para serem eleitos em Outubro... Veio-me esta dúvida atrós... !!!

Outra coisa marcante no Rio de Janeiro: que povo generoso! Todos os dias tem doação de balas perdidas para velhinhos e crianças nas praças públicas, Bancos (quando não estão em greve, claro) e postos de combustíveis!  E quem diz que carioca não trabalha é cego! Como tem gente nas ruas, trabalhando! E, justiça seja feita, que pessoal batalhador porque se não estão correndo com as bancas na cabeça, certamente, na busca de um lugar melhor para instalar seu ponto de venda, é porque estão em batalha, corpo a cacetete, com a polícia. Mas, o bom é que todos são iguais, não tem mais diferenças entre polícia e bandido! Finalmente, uma cidade que luta pelas igualdades sociais! 

Seguindo seu tour não pode faltar aquela paradinha na terra da garoa! Ele poderia, se desejasse, usar suas Caravelas pois, pode não ter mar mas, ao menor sinal de garoa, São Paulo vira um marzão que só deixa com inveja os Mineiros! A cidade parece uma selva de concreto e a única coisa de concreta que se vê é o descaso para com a população. O povo, em estado de suplício, pede socorro! Resta cortar os pulsos, ou melhor serra-los pois, caso contrário, Maluf toma conta de novo!!! E aí, Lalau, quer dizer, Babau, adeus! É, só reza forte dará jeito nessa terra, lotada de Marginais, sejam elas em forma de estradas, sejam elas em forma de pessoas! 

Mas, Cabral, certamente, se deslumbraria com o Planalto, ao ver Dilma, mulher que sofreu na ditadura, como  a primeira mulher eleita Presidente, dando continuidade ao que seu patrício, D. Pedro I conseguiu a duras cavalgadas, a (In)dependência deste País! Quando esta mulher, conhecido no passado como reacionária e comunista, conclamava guerra contra a ditadura, clamava pela abertura, era chamado de terrorista. Agora, temos certeza que ela está no caminho certo!  

Finalmente, conquistamos nosso nome na história, o País está acordando do berço explêndido e de forma dolorida, caindo da cama em plena realidade, nua e crua! Mas, cuidado, a Fome é tanta que até crua se come! E a população está cansada de andar nua, pedinte, mendigando! 

" - Cabral, quer um conselho: volta pro reduto, pega um avião e se manda, antes que seja tarde e você sinta vergonha de ter errado o caminho das Indias!!! Aqui, não tá dando nem para índio!!! Que dirá pra você, meu caro amigo. Me perdoe, por favor, a coisa aqui, tá preta!!!!! "

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Corro dele ou para ele?

Mais uma vez, não resisto e publico um texto da Sandra Maia. Essa escritora está em sintonia comigo. Nossas antenas estão se cruzando no espaço, só pode! Uma de nós rackeou o pensamento da outra, só pode!!! Enfim, espero que vocês aproveitem mais esta maravilha de texto e que ele seja útil com foi para mim.


"O que você pensa a respeito? Sabe aquele relacionamento que só dá dor de cabeça? Aquele que a coloca em depressão, com a autoestima a zero? Aquele do tipo "o parceiro é ausente, vive nas baladas, diz na sua cara que ficou com outra, porque você não estava disponível?". Aquele que só te joga para baixo?
De vez em quando, ele fala que te ama, só o suficiente para mantê-la aprisionada e, quando você está na pior, ainda vem com aquele discurso de que não aguenta mulher deprimida? Aquele que vive deixando "pistas" de traição, mau comportamento, te enlouquece de cíume, para te ver controlada — pois, dessa forma, você não tem tempo para pensar em você — e, depois, tem a coragem de te acusar de "controladora", e que, por fim, diz que precisa de um tempo? Diz que vai ficar uns dias sem te ligar e, quando retorna, aparece só para acabar com você... Você conhece esse tipo de parceiro(a)?
Pois é, esse caso é parecido com o da Miriam. Viveu um relacionamento assim por anos. Foram quase 10 anos entre namoro, noivado e casamento, com idas e vindas incontáveis.
Ela, pobre, insistiu. Achava que ele era o homem da vida dela.
Como assim? Como pode ser esse o homem da vida de qualquer mulher? Como uma pessoa em sã consciência vai pensar que isso é amor?
O cara não acredita em amor, vivia dizendo que não queria se casar, que não acreditava em relacionamentos duradouros. Deixava clara sua posição, e ainda assim ela resolveu apostar...
Resultado: se separaram há pouco mais de três meses, mais uma vez porque ele decidiu. Estava apaixonado por outra e iria morar com ela.
Agora, vocês sabem o que a Miriam me escreveu? Vejam:
Que estava morrendo. Que havia perdido o homem da vida dela. Que acompanhava o relacionamento do ex e que se sentia culpada pelo término da relação.
Ela assumia tudo para ela sem compreender que os 50% dele eram os mais pesados...
Pois é, isso acontece com muitas pessoas, homens e mulheres, desavisadas. Aquelas inexperientes ou superexperientes que imaginam: vou dobrar esse cara! Ele vai me amar! Vai ser meu! Apostam e, geralmente, se perdem...
Bem, é verdade que alguns poucos conseguem essa conquista — mas fico aqui me perguntando se vale o desgaste.
Será mesmo que vale tudo isso?
Será possível fazer o outro nos amar — mesmo contra a vontade dele?
Não acredito. Não acredito que isso possa dar certo a longo prazo, e pelas histórias que conheço não dá. Então, minhas caras amigas, quando estiverem na dúvida se correm para ele ou correm dele! Fique com a segunda opção. Fique com você. Com seus sonhos, seus planos, sua vida. Com certeza, algo muito melhor estará reservado para você.
Ninguém, ninguém merece mendigar amor, atenção, respeito, comprometimento, cuidado, presença, responsabilidade, carinho — ninguém!
Pense nisso. Se você conhece alguém que vive algo parecido, ofereça ajuda. Afinal, é muito difícil sair de uma situação dessas sozinha. "